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Sarampo de volta: a dose zero na prática
Com a reintrodução do vírus e coberturas abaixo da meta, a SBP recomenda antecipar a proteção dos 6 aos 11 meses em situações de risco.
Surtos na Europa e nas Américas e a queda das coberturas vacinais recolocaram o sarampo no diagnóstico diferencial do exantema febril. O documento científico da SBP revisa o cenário atual, a reintrodução do vírus e o papel da chamada dose zero.
O que mudou
- A dose zero — tríplice viral entre 6 e 11 meses — passa a ser recomendada em situação de surto, bloqueio ou viagem para área de risco.
- A dose zero não conta como dose do esquema: as doses de 12 e 15 meses permanecem obrigatórias.
- Reforço da notificação imediata: sarampo é doença de notificação compulsória e a suspeita já dispara a investigação.
Reconhecer
- Febre alta com tosse, coriza e conjuntivite antecedendo o exantema em 2 a 4 dias.
- Manchas de Koplik na mucosa jugal, quando presentes, fecham o quadro clínico.
- Exantema maculopapular com progressão craniocaudal e descamação furfurácea.
- Pergunte por viagem, contato com caso suspeito e situação vacinal antes de rotular como virose exantemática.
Conduzir
- Notificação imediata e isolamento respiratório por aerossóis.
- Vitamina A conforme protocolo, que reduz gravidade e letalidade.
- Bloqueio vacinal dos contatos suscetíveis em até 72 horas.
- Atenção às complicações: pneumonia, otite média e encefalite.
Na prática
Diante de exantema febril, a primeira pergunta voltou a ser a carteira de vacinação. E, na consulta pré-viagem de lactente entre 6 e 11 meses, a dose zero precisa ser oferecida ativamente — quase ninguém pede.
Referências
- Sarampo: cenário atual, reintrodução e a "dose zero" na prática pediátrica brasileiraSociedade Brasileira de Pediatria · Documento Científico — SBP · ago/2025
Conferir no original ↗ - Measles: Clinical manifestations, diagnosis, treatment, and preventionUpToDate · Tópico em revisão contínua (acesso por assinatura) · revisão 2026
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