Lactente de 4 meses é levado ao serviço de emergência com história de vômitos, poliúria, episódios de fraqueza intensa e febre. Ao exame fisico, apresenta-se com desidratação grave e déficit de crescimento significativo. Encontram-se, ainda, sinais radiológicos de osteopenia e raquitismo resistente à vitamina D. Com base na principal hipótese diagnóstica, o distúrbio ácido básico relacionado ao caso é
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Começando a análise do caso, temos um lactente de quatro meses. Essa idade é importante porque muitas tubulopatias renais se manifestam precocemente, e o manejo em bebês tem suas particularidades.
- Os sintomas incluem vômitos, poliúria, que é um sinal bem sugestivo de problema renal, e episódios de fraqueza intensa, que podem indicar desequilíbrio eletrolítico.
- Ao exame físico, a criança apresenta desidratação grave e um déficit de crescimento significativo. Isso nos mostra que a doença é crônica e está impactando seriamente o desenvolvimento do bebê.
- E, para completar o quadro, há sinais radiológicos de osteopenia e raquitismo resistente à vitamina D. Essa resistência à vitamina D é uma pista fortíssima, pois sugere que o problema não é a falta de vitamina em si, mas sim a forma como o corpo a utiliza ou como o cálcio e o fósforo são manejados.
- Juntando todos esses achados — a poliúria, os vômitos, a fraqueza, a desidratação, o déficit de crescimento e, principalmente, o raquitismo resistente à vitamina D —, o conjunto aponta para uma disfunção tubular renal.
- Dentro das disfunções tubulares renais que causam raquitismo resistente à vitamina D e os outros sintomas descritos, a Acidose Tubular Renal, ou ATR, é a principal hipótese diagnóstica.
- A questão nos pede o distúrbio ácido-básico relacionado a essa condição. A Acidose Tubular Renal é classicamente conhecida por causar acidose metabólica.
- Vamos analisar as alternativas. A alternativa A fala em alcalose respiratória hipoclorêmica. Uma doença tubular renal não causa primariamente uma alcalose respiratória, então essa opção está incorreta.
- A alternativa C menciona alcalose respiratória hipocalêmica. Embora a hipocalemia possa coexistir em alguns tipos de ATR, o distúrbio primário da Acidose Tubular Renal é metabólico, não respiratório. Por isso, essa alternativa também está incorreta.
- A alternativa D sugere acidose metabólica hipercalêmica. A hipercalemia pode, de fato, caracterizar alguns subtipos de Acidose Tubular Renal, mas não é o achado mais comum ou universalmente associado ao quadro descrito. A maioria das ATRs que causam raquitismo cursa com potássio normal ou baixo, então esta opção não é a melhor descrição para o caso.
- Finalmente, a alternativa B, acidose metabólica hiperclorêmica. A Acidose Tubular Renal é caracterizada por uma falha na acidificação urinária ou perda de bicarbonato, o que leva a uma acidose metabólica com ânion gap normal, e essa acidose é hiperclorêmica. Isso se encaixa perfeitamente com a principal hipótese diagnóstica e o que esperamos de uma ATR.
- Para revisar rapidamente, em um lactente com raquitismo resistente à vitamina D e poliúria, pense sempre em Acidose Tubular Renal e seu distúrbio ácido-básico característico, que é a acidose metabólica hiperclorêmica.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Fanconi syndromeStatPearls/NCBI, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.