Um menino de 13 anos apresenta há 2 semanas área de descamação e maceração na região inguinal bilateral, associada a prurido. Refere que pratica esportes. No exame físico, apresenta uma placa eritematosa, com limites bem definidos e leve descamação na periferia, com centro mais claro. Considerando o caso apresentado, a conduta correta é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. Temos um menino de 13 anos, o que nos indica que estamos lidando com um adolescente, e isso pode influenciar as atividades e o ambiente em que ele vive.
- Ele apresenta os sintomas há duas semanas, o que sugere um quadro subagudo ou crônico, não uma condição aguda de início recente.
- A localização e as características iniciais da lesão são descamação e maceração na região inguinal bilateral, que é uma área de dobras e umidade, favorável a certas infecções.
- O prurido, ou coceira, é um sintoma muito comum e importante, frequentemente associado a infecções fúngicas da pele.
- A informação de que ele pratica esportes é um dado relevante, pois o suor e o atrito aumentam o risco de micoses em regiões de dobras.
- A descrição da lesão no exame físico é crucial: uma placa eritematosa com limites bem definidos, leve descamação na periferia e centro mais claro. Essa é uma descrição clássica de uma lesão anular, muito sugestiva de uma infecção fúngica, como a tinea cruris.
- Juntando todos esses achados, a idade do paciente, a localização inguinal, o prurido, a prática de esportes e, principalmente, a descrição da lesão anular com bordas ativas e clareamento central, nos levam a pensar fortemente em uma dermatofitose, especificamente uma tinea cruris.
- Considerando que a lesão parece ser localizada e superficial, o tratamento inicial mais adequado e seguro geralmente é o tópico.
- Analisando a alternativa A, a coleta de material para bacterioscopia e cultura não seria a conduta correta, pois a descrição da lesão é muito mais sugestiva de uma infecção fúngica do que bacteriana.
- A alternativa B, que sugere apenas a orientação para a suspensão temporária da atividade esportiva, não resolve o problema. Embora diminuir a umidade ajude, a infecção fúngica já está estabelecida e precisa de tratamento específico.
- A alternativa C propõe o tratamento com cetoconazol por via oral. Para uma micose superficial e localizada como esta, o tratamento oral não é a primeira escolha devido aos riscos associados e à eficácia do tratamento tópico.
- A alternativa D, tratamento com antibiótico por via oral, está incorreta. Antibióticos são para infecções bacterianas, e o quadro clínico aqui aponta claramente para uma infecção fúngica.
- Por fim, a alternativa E, tratamento com antifúngico tópico, é a conduta correta. Diante de uma dermatofitose localizada, como a tinea cruris, o tratamento com um antifúngico aplicado diretamente na pele é o mais indicado e eficaz.
- Em um adolescente com lesões inguinais pruriginosas, anulares e com bordas ativas, pense sempre em tinea cruris, que geralmente responde muito bem a antifúngicos tópicos.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Tinea capitisDermNet, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.