Uma criança de 4 anos é levada ao ambulatório com uma lesão cutânea na mão que começou como um pequeno nódulo e, ao longo de algumas semanas, se tornou ulcerativa. Os pais relatam que a criança brinca frequentemente no jardim e manuseia plantas, especialmente roseiras. Durante o exame físico, a lesão apresenta bordas bem definidas, e há linfadenopatia regional. Considerando o histórico da criança e a apresentação clínica, qual é o diagnóstico mais provável?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. Temos uma criança de 4 anos de idade.
- A lesão está localizada na mão, um local comum para traumas e inoculações.
- A descrição inicial da lesão é importante: começou como um pequeno nódulo.
- E a evolução é crônica, ao longo de algumas semanas, se tornando ulcerativa.
- Um dado crucial é o histórico de exposição: a criança brinca frequentemente no jardim e manuseia plantas, especialmente roseiras.
- No exame físico, a lesão apresenta bordas bem definidas, o que é uma característica morfológica.
- E, por fim, temos a presença de linfadenopatia regional, indicando envolvimento do sistema linfático.
- Juntando a história de exposição a plantas, a evolução da lesão de nódulo para úlcera e o acometimento linfático regional, pensamos em uma infecção por inoculação.
- Esse quadro é muito sugestivo de uma micose subcutânea, especialmente a esporotricose, que é conhecida por essa forma cutaneolinfática após trauma com material vegetal.
- A alternativa B, Doença da Arranhadura do Gato, embora cause linfadenopatia, geralmente está associada a arranhadura ou mordida de gato, e não temos esse antecedente aqui, mas sim o contato com plantas.
- A alternativa C, Infecção por Staphylococcus aureus, causaria uma infecção bacteriana aguda, como um abscesso, com uma evolução mais rápida e geralmente sem o padrão de disseminação linfática nodular que vemos aqui.
- A alternativa D, Candidíase Cutânea, acomete frequentemente áreas úmidas e mucosas, e não se manifesta tipicamente com lesões nodulares e trajeto linfático como descrito no caso.
- A alternativa A, Esporotricose, é o diagnóstico mais provável. Ela se encaixa perfeitamente com a história de inoculação por plantas, a evolução nodular e ulcerativa, e a linfadenopatia regional, que é a forma cutaneolinfática clássica.
- Então, criança com lesão cutânea que evolui de nódulo para úlcera, com linfadenopatia regional e histórico de contato com plantas, pense sempre em esporotricose.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- SporotrichosisDermNet, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.