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Pediatrando

Escolar, masculino, 10 anos é levado à emergência com queixas de dor e perda de força em membros inferiores. Mãe relata que o início foi de repente, com fraqueza e “formigamento”, nas duas pernas. Relata também que os sintomas começaram nos pés e foram subindo pelas pernas. Exame físico: perda de força muscular, paralisia flácida e arreflexia em membros inferiores. A hipótese diagnóstica é:

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Resposta: D

  1. A) acidente vascular cerebral.

    O AVC produz déficit focal assimétrico de neurônio motor superior, com hemiparesia, hiperreflexia e Babinski, quase sempre com alteração de fala ou de nervos cranianos; não explica paralisia flácida bilateral, ascendente e arreflexa.

  2. B) mielite transversa.

    A mielite transversa também causa paraparesia aguda, mas com nível sensitivo definido, retenção urinária precoce e evolução para hiperreflexia; a arreflexia e a progressão dos pés para cima falam contra lesão medular.

  3. C) neuromielite óptica.

    A neuromielite óptica combina mielite longitudinalmente extensa com neurite óptica (dor ocular e perda visual) e cursa com sinais de neurônio motor superior; sem queixa visual nem nível sensitivo, não é a hipótese.

  4. D) síndrome de Guillain-Barré.

    Paralisia flácida ascendente, simétrica, com parestesias e arreflexia em criança é o quadro clássico de Guillain-Barré, em geral 1 a 4 semanas após infecção; exige monitorar força respiratória e deglutição e tratar com imunoglobulina IV 2 g/kg.

Resumo para lembrar

Fraqueza simétrica ascendente aguda, com parestesias, paralisia flácida e arreflexia, é a assinatura da síndrome de Guillain-Barré, polirradiculoneuropatia pós-infecciosa. O liquor mostra dissociação proteinocitológica a partir da segunda semana; trata-se com imunoglobulina IV e vigilância respiratória.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.