Na admissão hospitalar de uma criança com déficit motor súbito, afasia e flutuação do nível de consciência a conduta mais adequada após estabilização clínica seria
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Olha só, o enunciado começa falando de uma criança. Isso já nos situa no contexto da pediatria, onde as doenças e suas apresentações podem ser bem diferentes dos adultos.
- Em seguida, ele menciona um déficit motor súbito. A palavra 'súbito' é crucial aqui, indicando uma condição aguda que exige uma resposta rápida.
- Ainda sobre os sintomas, temos a afasia, que é uma alteração da linguagem. Isso nos mostra que há um comprometimento neurológico focal bem específico.
- E para completar o quadro neurológico, há uma flutuação do nível de consciência. Isso aponta para a gravidade do caso e a necessidade de uma avaliação urgente.
- Por fim, o enunciado diz 'após estabilização clínica'. Isso significa que as medidas iniciais de suporte à vida, como via aérea, respiração e circulação, já foram tomadas. Agora, o foco é no diagnóstico e tratamento da causa.
- Juntando todos esses dados de déficits neurológicos agudos e a flutuação da consciência, percebemos que estamos diante de uma emergência neurológica que precisa de uma investigação muito rápida para identificar a causa.
- Essa investigação rápida é fundamental porque precisamos diferenciar condições que exigem tratamentos completamente opostos, como um sangramento intracraniano de um acidente vascular cerebral isquêmico, por exemplo. Não podemos tratar sem saber o que é.
- A alternativa A sugere 'realizar uma dose de heparina de baixo peso molecular'. Anticoagular um paciente com um quadro neurológico agudo antes de descartar um sangramento pode ser muito perigoso e agravar o quadro.
- A alternativa B propõe 'administrar dose de ácido acetilsalicílico de 5 miligramas por quilo'. O ácido acetilsalicílico também é um antiagregante e, assim como a heparina, não deve ser usado antes de excluir um sangramento intracraniano.
- A alternativa D fala em 'solicitar internamento imediato, obter dois acessos periféricos calibrosos e manter o paciente em leito de enfermaria com monitoração'. Embora a estabilização e monitorização sejam importantes, essa conduta é insuficiente. Não resolve a necessidade urgente de diagnóstico da causa do déficit neurológico.
- A alternativa E sugere 'realizar hidratação venosa com soro fisiológico 20 mililitros por quilo, encaminhar o paciente para neurocirurgia e implementar medida de pressão intracraniana'. Essas são medidas mais específicas e invasivas que não são automáticas para todo déficit focal e dependem de um diagnóstico mais preciso ou de sinais de hipertensão intracraniana, que não foram mencionados.
- A alternativa C, 'realizar tomografia computadorizada de crânio para descartar acidente vascular cerebral hemorrágico', é a conduta mais adequada. A neuroimagem urgente, como a tomografia computadorizada, é essencial para diferenciar rapidamente se o problema é um sangramento ou uma isquemia, o que vai guiar todo o tratamento subsequente.
- Então, em uma criança com déficit neurológico súbito e flutuação do nível de consciência, pense sempre na necessidade de uma neuroimagem urgente para descartar causas graves, especialmente o acidente vascular cerebral hemorrágico.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Stroke — avaliação do AVC pediátricoRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.