Um adolescente de 15 anos é apresentado ao departamento de emergência com queixas de febre, mal-estar geral e erupção cutânea que começou nas mucosas e rapidamente se espalhou pela pele. Ao exame físico, observa-se a presença de lesões vesiculares e eritematosas, com descamação difusa nas áreas afetadas. O paciente também relata dor ocular e dificuldade para engolir. A história médica revela que ele começou a tomar um novo medicamento antibiótico há uma semana. Qual é a condição mais provável que esse paciente está apresentando?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Primeiro, temos um adolescente de 15 anos. A idade é importante para o contexto, mas não é um fator decisivo para o diagnóstico aqui.
- Ele apresenta febre e mal-estar geral, que são sintomas sistêmicos inespecíficos, mas que indicam uma doença mais grave.
- O ponto crucial é a erupção cutânea que começou nas mucosas. O acometimento de mucosas é um sinal de alerta para reações cutâneas graves.
- Essa erupção se espalhou rapidamente pela pele, o que sugere um processo agudo e progressivo, característico de reações medicamentosas sérias.
- As lesões são vesiculares e eritematosas, com descamação difusa. A descamação é um achado muito importante, indicando descolamento da pele.
- A dor ocular e a dificuldade para engolir reforçam o acometimento das mucosas, tanto ocular quanto oral e faríngea.
- E, por fim, o paciente começou a tomar um novo medicamento antibiótico há uma semana. Essa informação é fundamental, pois aponta para uma etiologia medicamentosa.
- Juntando todos esses dados, temos um quadro de reação cutânea grave, com acometimento mucoso extenso e descolamento da pele, desencadeado por um medicamento.
- Essas características são altamente sugestivas de uma síndrome mucocutânea grave, que exige atenção imediata.
- A alternativa B, Psoríase, está incorreta. A psoríase é uma doença crônica, não aguda, e não costuma causar um quadro de síndrome mucocutânea grave após o uso de um novo medicamento, como descrito no caso.
- A alternativa C, Dermatite Atópica, também está incorreta. A dermatite atópica é uma condição inflamatória crônica da pele, e não explica a necrose ou as erosões mucosas extensas e agudas que o paciente apresenta.
- A alternativa D, Eritema multiforme, é um diferencial, mas está incorreta como a mais provável. Embora o eritema multiforme possa ter acometimento mucoso, o envolvimento mucoso grave e a descamação difusa, associados ao uso de medicamento, favorecem um diagnóstico mais grave, como a Síndrome de Stevens-Johnson.
- A alternativa A, Síndrome de Stevens-Johnson, é a condição mais provável. As lesões mucosas e cutâneas extensas, com descamação, dor ocular, dificuldade para engolir e o histórico de uso de um novo medicamento, são achados clássicos dessa reação medicamentosa grave, que exige urgência no manejo.
- Em um adolescente com erupção cutânea que começou nas mucosas, se espalhou rapidamente e tem descamação difusa, especialmente após um novo medicamento, pense sempre em Síndrome de Stevens-Johnson.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Stevens–Johnson syndrome / toxic epidermal necrolysisDermNet, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.