Neste artigo
- Resumo
- O que é dor de ouvido em crianças?
- Quais são as principais causas da dor de ouvido em criança?
- Quais são os sintomas da dor de ouvido em crianças?
- Como é feito o diagnóstico da dor de ouvido?
- Qual é o tratamento para dor de ouvido em crianças?
- Como prevenir a dor de ouvido em crianças?
- O que fazer quando a dor de ouvido da criança não passa?
- Leia também
- Perguntas frequentes
- Glossário
- Referências
Resposta rápida
Dor de ouvido em criança não deve ser avaliada só pelo choro ou pela febre. Ela pode estar ligada à otite média, à otite externa, ao acúmulo de líquido depois de um resfriado ou a outras causas que só se diferenciam com o exame do ouvido (otoscopia). Enquanto aguarda orientação, deixe a criança confortável, não coloque objetos nem gotas no canal do ouvido e não dê antibiótico ou outro remédio por conta própria. Procure o pediatra, principalmente se houver secreção, piora, febre alta, dificuldade para ouvir ou dor que não passa. Sonolência intensa, dificuldade para respirar, pescoço duro ou inchaço vermelho e dolorido atrás da orelha exigem atendimento imediato: ligue para o SAMU (192).
A dor de ouvido pode surgir depois de um resfriado, durante uma infecção ou após contato repetido com água. Entenda o que observar, o que fazer em casa com segurança e quando buscar atendimento.
1Resumo
- Dor de ouvido pode acompanhar resfriados, otite média, otite externa ou alergias.
- O diagnóstico depende da história e do exame do tímpano, não apenas dos sintomas.
- Não coloque cotonete, óleo, álcool, água oxigenada ou gotas sem orientação profissional.
- O pediatra pode indicar remédio para dor; muitas otites médias melhoram sem antibiótico.
- Se houver secreção, piora, dificuldade para ouvir ou sinais de gravidade, procure atendimento sem esperar.
2O que é dor de ouvido em crianças?
Dor de ouvido é um sintoma, não uma doença única. Em crianças, ela pode vir de inflamação ou infecção no ouvido médio ou externo, de líquido acumulado após um resfriado, de alergias e, às vezes, de problemas em regiões próximas, como garganta ou dentes.
A criança maior pode dizer que o ouvido dói. Bebês nem sempre conseguem mostrar onde dói: podem chorar mais ao deitar, recusar o peito ou a mamadeira, acordar mais vezes e parecer desconfortáveis. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), levar a mão ao ouvido nem sempre indica otite: a criança com dor de verdade costuma evitar que toquem na orelha, e quem mexe muito nela geralmente sente coceira ou pressão. Esses comportamentos ajudam a levantar a suspeita, mas não mostram sozinhos a causa.
O ouvido é dividido em partes. O ouvido externo inclui a orelha (a parte visível) e o canal que leva até o tímpano. Atrás do tímpano fica o ouvido médio, que se comunica com o fundo do nariz pela tuba auditiva. Uma alteração em qualquer uma dessas áreas pode causar dor, sensação de pressão ou diminuição da audição.
Na estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI), adotada pelo Ministério da Saúde, a dor no ouvido em crianças de 2 meses a 5 anos é classificada como possível infecção aguda do ouvido. Isso não quer dizer que toda dor seja otite nem que o antibiótico seja necessário. Quer dizer que a queixa merece avaliação, especialmente em crianças pequenas.
Observe o estado geral da criança e busque uma consulta que inclua o exame do ouvido. A aparência do tímpano, a presença de secreção e a evolução dos sintomas orientam decisões mais seguras do que tentar adivinhar a causa em casa.
3Quais são as principais causas da dor de ouvido em criança?
As causas mais comuns são otite média, otite externa e alterações da tuba auditiva depois de resfriados ou alergias. A história, o contato com água, a presença de secreção e o exame do tímpano ajudam a separar essas possibilidades.
O que é otite média?
Otite média é a inflamação ou infecção do espaço atrás do tímpano. Ela é muito comum em crianças pequenas. A SBP explica três motivos: o sistema de defesa ainda imaturo, os muitos resfriados (sobretudo em quem frequenta creche) e a tuba auditiva mais curta, mais horizontal e mais mole, o que facilita a entrada de secreção e dificulta a ventilação do ouvido médio. Vírus e bactérias podem estar envolvidos, e só pelos sintomas não dá para saber qual deles está presente.
A dor pode vir com irritabilidade, febre ou sensação de ouvido tampado. Algumas crianças ouvem menos por um tempo, porque há líquido atrás do tímpano. Mas a SBP lembra que dor, febre e diminuição da audição são sinais inespecíficos: o diagnóstico é feito pela otoscopia, o exame que permite ver o canal e o tímpano.
Na AIDPI, secreção com pus saindo do ouvido há menos de 14 dias ou otoscopia alterada classificam o quadro como infecção aguda do ouvido. A duração da secreção é uma informação importante para o profissional, mas não deve ser usada pela família para começar antibiótico sem consulta.
O que é otite externa?
Otite externa, também chamada de “otite do nadador”, é a inflamação da pele do canal do ouvido. Segundo a SBP, ela costuma ser causada por bactérias presentes na água ou na própria pele e, menos vezes, por fungos. Aparece com frequência depois de piscina, mar ou parque aquático, principalmente no verão, quando a água entra no canal e encontra uma pequena fissura na pele. Também é comum depois de machucados leves causados por cotonetes, palitos ou grampos.
O principal sintoma é a dor, muitas vezes forte, que piora ao tocar ou pressionar a entrada do ouvido. No início, a coceira é comum. O canal pode ficar inchado e pode haver um pouco de secreção branco-amarelada. Febre geralmente não aparece na otite externa, o que ajuda o médico a diferenciá-la da otite média.
A limpeza deve ficar só na parte externa da orelha, com movimentos suaves e sem colocar haste de algodão dentro do canal. Depois do banho, seque a parte de fora com uma toalha macia, sem tentar alcançar o fundo do ouvido.
Como infecções respiratórias afetam o ouvido?
Durante um resfriado, o inchaço do nariz pode bloquear a tuba auditiva. Com a ventilação prejudicada, a pressão muda e pode acumular líquido no ouvido médio. A criança pode sentir pressão, estalos, ouvido cheio ou ouvir menos, mesmo sem infecção por bactéria.
Isso explica por que a dor às vezes começa quando o resfriado já parece estar melhorando. Também explica por que assoar o nariz com muita força ou usar soluções e remédios sem orientação não resolve necessariamente o problema. O pediatra avalia o conjunto e decide se há só líquido, otite média ou outra causa.
Qual a relação entre alergias e dor de ouvido?
Alergias podem inflamar e obstruir a tuba auditiva. O líquido então pode se acumular no ouvido médio e causar dor, pressão ou redução da audição. A obstrução também pode acontecer junto com um resfriado, e os sintomas se misturam.
A alergia não deve ser presumida só porque a criança tem nariz entupido. Febre, secreção, dor intensa, piora súbita e alterações no tímpano mudam a avaliação. Em vez de pingar substâncias no ouvido, converse com o pediatra sobre o cuidado adequado do nariz e sobre a necessidade de avaliar a audição.
4Quais são os sintomas da dor de ouvido em crianças?
Os sinais mais comuns são dor, irritabilidade, choro, dificuldade para dormir, febre, ouvido tampado e redução da audição. Bebês podem mostrar o desconforto de forma indireta, com recusa alimentar ou mais agitação.
A criança maior geralmente consegue descrever pressão, pontadas, coceira ou sensação de ouvido cheio. Já o bebê pode apenas ficar mais choroso, virar a cabeça, acordar várias vezes ou mamar menos. Mexer na orelha, isoladamente, não confirma otite, porque também pode acontecer por hábito, sono, coceira ou irritação da pele.
Febre pode acompanhar infecções, mas a falta de febre não descarta um problema no ouvido. Da mesma forma, a secreção aparece em alguns casos, mas não em todos. Observe se há líquido saindo do ouvido, mau cheiro, sangue, dificuldade para ouvir, desequilíbrio, vômitos ou dor ao tocar a parte externa.
Procure atendimento com prioridade se a criança estiver muito abatida, difícil de acordar, com dor intensa que não melhora, febre persistente ou secreção no ouvido. Bebês com menos de 6 meses, crianças com imunidade baixa e aquelas que já fizeram cirurgia ou tiveram problema anterior no ouvido também devem ser avaliados rapidamente.
Inchaço ou vermelhidão dolorosa atrás da orelha pode indicar mastoidite, uma complicação da otite média; na AIDPI, esse sinal exige encaminhamento com urgência. Se houver dificuldade para respirar, desmaio, convulsão, pescoço duro, confusão, fraqueza importante ou piora rápida do estado geral, vá ao pronto-socorro ou ligue para o SAMU (192). Esses sinais não devem esperar uma consulta de rotina.
5Como é feito o diagnóstico da dor de ouvido?
O diagnóstico é feito pela conversa com a família e pelo exame físico, principalmente pela otoscopia. O profissional olha o canal do ouvido e o tímpano, procurando vermelhidão, abaulamento (tímpano “estufado”), líquido, secreção ou lesões. Para a SBP, o abaulamento do tímpano é o sinal que mais ajuda a confirmar a otite média aguda; vermelhidão sozinha não basta.
Na consulta, conte quando a dor começou, se houve resfriado, febre, piscina ou mar, uso de cotonete, secreção, pancada no local e episódios anteriores. Informe também se a criança está ouvindo menos, se a dor piora ao tocar a orelha e quais remédios ou gotas já foram usados. Esses detalhes ajudam a diferenciar otite média, otite externa e dor que vem da garganta ou dos dentes.
A otoscopia pode incomodar, especialmente quando o canal está inflamado. Ainda assim, ela é essencial. A dor sozinha não revela se existe líquido, perfuração, inflamação externa ou infecção. Por isso, não é seguro decidir por antibiótico com base em mensagem, fotografia ou no relato de alguém que teve sintomas parecidos.
Exames de imagem e avaliação da audição não são necessários para toda dor de ouvido, mas podem ser pedidos quando há persistência, repetição, complicação ou suspeita de perda auditiva.
Na AIDPI, a criança com dor no ouvido deve voltar para reavaliação em 2 dias, e a família recebe orientação sobre os sinais que exigem retorno imediato. O pediatra pode adaptar esse acompanhamento ao quadro, à idade e à saúde da criança.
6Qual é o tratamento para dor de ouvido em crianças?
O tratamento depende da causa. Pode incluir alívio da dor, observação, cuidados locais ou remédios prescritos depois do exame. Antibiótico não deve ser iniciado por conta própria, porque nem toda dor é causada por bactéria e algumas gotas são inadequadas quando o tímpano está perfurado.
Quando usar medicamentos?
O pediatra pode indicar um analgésico para aliviar a dor, levando em conta idade, peso, alergias, doenças e outros remédios em uso. Siga exatamente a orientação recebida e confira a concentração do produto. Não dê remédio de outra criança, não alterne medicamentos sem orientação e não use sobras de tratamentos anteriores.
Antibiótico nem sempre é necessário, mesmo quando a otite média é confirmada. A SBP informa que, nos estudos, cerca de 80% das crianças que não receberam antibiótico melhoraram, e que na maioria dos casos de otite em um só ouvido e sem secreção ele não será preciso. Nessas situações, o médico pode indicar só remédio para dor e febre por 48 horas e reavaliar, ou deixar uma receita para ser usada apenas se a criança continuar com sintomas depois desse prazo. Em outras situações, o antibiótico costuma ser indicado logo, por exemplo em bebês com menos de 6 meses, em menores de 2 anos com otite nos dois ouvidos, em crianças com dor forte e febre acima de 39 °C ou quando sai secreção do ouvido. Quem decide é o médico, depois do exame.
Na otite externa, o tratamento costuma ser feito com limpeza do canal pelo médico e gotas prescritas, por cerca de 7 dias; antibiótico pela boca é exceção, segundo a SBP. Nunca interrompa, prolongue ou troque o tratamento sem falar com o profissional. E não pingue antibiótico, anestésico, óleo, álcool ou qualquer solução caseira no ouvido.
Quais cuidados em casa podem ajudar?
Mantenha a criança hidratada e ofereça comida conforme ela aceitar. Colo, ambiente tranquilo e posição confortável ajudam enquanto a dor é avaliada. Se houver nariz entupido, pergunte ao pediatra sobre medidas seguras para o nariz, sem usar descongestionantes ou combinações por conta própria.
Proteja o ouvido da água até receber orientação, especialmente se houver secreção ou suspeita de perfuração. Se sair secreção, seque apenas a parte de fora com uma toalha limpa. Não use cotonetes, grampos, tampas, velas de ouvido ou objetos para coçar. Na otite externa, mexer no canal costuma piorar a irritação e pode causar ferimentos.
Anote a evolução dos sintomas, a temperatura se houver febre, o horário em que a dor aparece e qualquer secreção. Leve essas anotações à consulta. Se a dor persistir, voltar depois de melhorar ou vier com perda auditiva, marque reavaliação com o pediatra ou o otorrinolaringologista.
7Como prevenir a dor de ouvido em crianças?
A prevenção combina vacinação, menos exposição a germes, proteção contra a fumaça de cigarro e cuidado com o canal do ouvido. Também ajuda evitar machucar a pele do canal durante e depois das atividades na água.
Quais são as dicas para evitar infecções?
Mantenha a Caderneta da Criança em dia. O Calendário Nacional de Vacinação inclui a vacina pneumocócica conjugada no primeiro ano de vida (em 2026, o Ministério da Saúde está substituindo a vacina 10-valente pela 20-valente) e a vacina contra a gripe todos os anos para crianças de 6 meses a menores de 6 anos. O pneumococo é uma das bactérias que causam otite média aguda, e a SBP destaca que a vacinação contra ele reduz o número de otites, de consultas e de cirurgias para colocação de tubos de ventilação. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) também recomenda a vacina da gripe para todas as crianças a partir dos 6 meses.
Lavar as mãos com frequência diminui a transmissão dos vírus de resfriado e gripe, que podem favorecer problemas no ouvido. Evite também que a criança respire fumaça de cigarro: não fumar dentro de casa nem no carro protege as vias respiratórias e ajuda a reduzir as otites.
A SBP aponta outras medidas que ajudam: limitar a chupeta ao horário de sono e, quando possível, preferir creches e escolinhas com turmas menores. O Ministério da Saúde recomenda amamentação exclusiva até os 6 meses e mantida até os 2 anos ou mais; o aleitamento materno também está associado à prevenção de otites. Essa orientação deve ser acolhedora e adaptada à realidade de cada família, sem culpa.
Não coloque cotonetes dentro do canal do ouvido. A cera faz parte da proteção natural e, na maioria das vezes, não precisa ser removida em casa. Depois do banho, seque só a parte de fora com toalha macia.
Como proteger as crianças durante atividades aquáticas?
Atividades na água são bem-vindas. Segundo a SBP, a principal forma de evitar a otite externa é não mexer no canal do ouvido com nenhum objeto, inclusive cotonetes; seguindo essa orientação, piscina e mar raramente causam problemas. Depois de nadar, seque suavemente a parte externa das orelhas, sem jatos, hastes ou substâncias para tirar água do fundo do canal.
Se a criança sentir dor, coceira ou tiver secreção depois de nadar, suspenda a água até ser avaliada. Crianças que já tiveram otites repetidas devem conversar com o médico antes de começar natação ou uma rotina de mergulhos. Quando a otite externa se repete, o otorrinolaringologista pode recomendar protetores especiais para os ouvidos.
Protetores de ouvido não substituem a avaliação e não devem ser usados para manter a atividade apesar da dor. O mais importante é reconhecer o problema cedo, evitar nova exposição à água e buscar orientação se houver inflamação.
8O que fazer quando a dor de ouvido da criança não passa?
Se a dor de ouvido não melhora, volta ou vem com secreção, perda auditiva ou febre, a criança precisa ser reavaliada. Persistência não é motivo para repetir remédios antigos: é sinal para confirmar o diagnóstico e verificar complicações.
Fale com o pediatra quando a dor continuar apesar das medidas orientadas, quando a criança não conseguir dormir ou comer, quando o ouvido ficar tampado por muito tempo ou quando os episódios se repetirem. Se houver secreção, conte a cor, o cheiro e há quanto tempo começou. Na AIDPI, secreção com pus por 14 dias ou mais é classificada como infecção crônica do ouvido, que precisa de acompanhamento profissional.
A avaliação pode incluir nova otoscopia, avaliação da audição e encaminhamento ao otorrinolaringologista. Crianças que parecem ouvir menos, aumentam o volume da TV ou do celular, pedem para repetir o tempo todo ou têm atraso na fala merecem atenção, mesmo que a dor tenha passado. Líquido que fica no ouvido médio pode afetar a audição e precisa ser acompanhado. Lembre que o tímpano pode levar semanas para voltar ao aspecto normal depois de uma otite, e quem mostra a cura é a melhora dos sintomas.
Procure pronto atendimento diante de piora rápida, estado geral muito comprometido, inchaço ou vermelhidão atrás da orelha, pescoço duro, confusão, convulsão, dificuldade para respirar ou dor intensa com vômitos repetidos. Em uma emergência no Brasil, o SAMU atende pelo 192 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Leve a lista dos remédios usados, a Caderneta da Criança e as informações sobre alergias e episódios anteriores. O passo mais seguro é deixar o profissional examinar o ouvido, identificar a causa e explicar o plano de acompanhamento.
- Aliviar a criança enquanto aguarda a consulta → Mantenha-a confortável, ofereça líquidos e use somente o remédio orientado pelo pediatra para aquele quadro.
- Saber se é otite média ou externa → Observe o contexto, mas procure exame com otoscopia, porque o aspecto do tímpano e do canal define a diferença.
- Prevenir novos episódios → Mantenha as vacinas em dia, lave as mãos, evite fumaça de cigarro e não coloque cotonetes no canal do ouvido.
- Voltar à piscina ou ao mar depois da dor → Espere a avaliação, sobretudo se houver secreção, inflamação ou otites repetidas.
- Decidir se pode esperar em casa → Verifique o estado geral e os sinais de alarme; diante de piora rápida, alteração neurológica ou inchaço atrás da orelha, procure a emergência.
- Criança com dor leve, bom estado geral e sem secreção: Fale com o pediatra para orientação e organize a avaliação, observando a evolução e os sinais de alarme.
- Criança com secreção, perda auditiva, febre persistente ou dor que não melhora: Procure reavaliação com o pediatra ou o otorrinolaringologista, sem repetir tratamentos antigos por conta própria.
- Criança muito abatida, com confusão, convulsão, pescoço duro ou inchaço atrás da orelha: Vá ao pronto-socorro imediatamente ou ligue para o SAMU (192).
9Leia também
10Perguntas frequentes
Dor de ouvido em criança sempre é otite?
Não. A dor pode vir de otite média, otite externa, líquido acumulado após resfriado, alergias ou problemas em regiões próximas. A otoscopia é necessária para diferenciar as causas.
Posso colocar óleo ou gotas caseiras no ouvido da criança?
Não. Substâncias caseiras e gotas sem orientação podem irritar o canal ou ser inadequadas se houver perfuração do tímpano. Mantenha o ouvido seco e procure avaliação.
Cotonete causa dor de ouvido?
Pode causar. O cotonete pode machucar a pele do canal, empurrar a cera e abrir caminho para a otite externa. Limpe apenas a parte de fora da orelha, com delicadeza.
Quando a dor de ouvido exige pronto-socorro?
Procure atendimento imediato se houver sonolência intensa, confusão, convulsão, pescoço duro, dificuldade para respirar, piora rápida, estado geral muito comprometido ou inchaço vermelho e dolorido atrás da orelha. Ligue para o SAMU (192) se precisar.
Antibiótico trata toda dor de ouvido?
Não. Nem toda dor é causada por bactéria, e muitas otites médias melhoram sem antibiótico. A necessidade depende do exame, da idade, da intensidade e da evolução. Não use sobras nem compartilhe remédios.
A criança pode nadar com dor de ouvido?
É melhor suspender piscina e mar até a avaliação, especialmente se houver secreção ou suspeita de lesão no tímpano. Depois, o profissional orienta quando voltar.
Alergia pode causar ouvido tampado?
Pode. A inflamação alérgica pode bloquear a tuba auditiva, acumular líquido no ouvido médio e causar pressão ou redução da audição. Isso não dispensa o exame médico.
O que fazer se a criança estiver ouvindo menos depois da otite?
Marque reavaliação com o pediatra. O líquido no ouvido médio pode continuar depois que a dor melhora, e a audição deve ser acompanhada quando a alteração persiste.
11Glossário
Otite média: inflamação ou infecção no espaço atrás do tímpano, muitas vezes associada a resfriados.
Otite externa: inflamação ou infecção da pele do canal do ouvido; também chamada de otite do nadador.
Tuba auditiva: canal que liga o ouvido médio ao fundo do nariz e ajuda a equilibrar a pressão.
Otoscopia: exame em que o profissional observa o canal do ouvido e o tímpano com um aparelho com luz.
Tímpano: membrana que separa o ouvido externo do ouvido médio e vibra com os sons.
Mastoidite: complicação da otite média que causa inchaço, vermelhidão e dor atrás da orelha; exige atendimento urgente.
Secreção purulenta: líquido espesso, geralmente amarelado ou esverdeado (pus), que pode sair do ouvido em uma infecção.
Texto preparado com apoio de IA e conferido automaticamente nas fontes abaixo em 14 de outubro de 2026; revisão médica: pendente. Como fazemos
Referências
- Otite Média (Pediatria para Famílias) · Sociedade Brasileira de Pediatria – Departamento de Otorrinolaringologia, 2023 (página atualizada em 2025) sbp.com.br ↗
- Otite externa ou otite do nadador (Pediatria para Famílias) · Sociedade Brasileira de Pediatria – Departamento Científico de Otorrinolaringologia, 2023 sbp.com.br ↗
- Linha de Cuidado Puericultura – Condições Agudas (Estratégia AIDPI) · Ministério da Saúde, s.d. (consultado em 2026) linhasdecuidado.saude.gov.br ↗
- Instrução Normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação 2026 · Ministério da Saúde, 2026 gov.br ↗
- Calendário de Vacinação · Ministério da Saúde, s.d. (consultado em 2026) gov.br ↗
- Amamentação · Ministério da Saúde, s.d. (consultado em 2026) gov.br ↗
- Calendários de vacinação SBIm 2026/2027 (inclui Calendário SBIm Criança) · Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), 2026 sbim.org.br ↗
- Task force Guideline of Brazilian Society of Otology – hearing loss in children – Part II – Treatment · Brazilian Journal of Otorhinolaryngology (Sociedade Brasileira de Otologia), 2023 scielo.br ↗
- Ear Infection Basics · Centers for Disease Control and Prevention (CDC), s.d. (consultado em 2026) cdc.gov ↗
Este conteúdo informa e não substitui a consulta. Em caso de dúvida sobre a saúde da criança, procure o pediatra ou um serviço de saúde. Em emergência, ligue 192 (SAMU).
