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Desenvolvimento · Para famílias

Marcos do desenvolvimento infantil: tabela do Ministério da Saúde

Entenda os marcos do desenvolvimento infantil da tabela do Ministério da Saúde (Caderneta da Criança) e da SBP, do nascimento aos 2 anos. Veja o que observar em cada idade, como estimular em casa e os sinais de alerta para procurar o pediatra.

Pediatrando Publicado em 12 min de leitura

Preparado com apoio de IA e conferido nas fontes; revisão médica pendente. Como fazemos

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Ministério da SaúdeSBP
Família em casa no tapete de brincar: bebê sentado pegando brinquedos e criança pequena dando os primeiros passos com apoio do pai, ao lado de uma caderneta de saúde aberta.
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Neste artigo
  1. O que são os marcos do desenvolvimento infantil?
  2. O que é a tabela de marcos do Ministério da Saúde?
  3. Quais marcos observar em cada idade?
  4. Quando levar a criança ao pediatra por causa do desenvolvimento?
  5. Com que frequência a criança deve ir às consultas de rotina?
  6. Como estimular o desenvolvimento infantil em casa?
  7. Por que a saúde da criança interfere nos marcos?
  8. Como usar a Caderneta da Criança no dia a dia?
  9. Perguntas frequentes sobre marcos do desenvolvimento infantil
  10. Referências

Resposta rápida

Marcos do desenvolvimento infantil são habilidades esperadas para cada idade em movimento, linguagem, interação e aprendizado, e ficam registrados na Caderneta da Criança do Ministério da Saúde. Cada marco é o que 75% ou mais das crianças já fazem naquela idade (SBP, 2024). Perdeu uma habilidade? Procure o pediatra. Convulsão ou falta de ar: SAMU 192.

Bebê sorrindo sentado em uma cadeira alta, comendo papinha.

1O que são os marcos do desenvolvimento infantil?

Marcos do desenvolvimento são habilidades que a criança conquista aos poucos, como sustentar a cabeça, sorrir, sentar, falar as primeiras palavras e andar. A lista da Sociedade Brasileira de Pediatria mostra o que 75%[2] ou mais das crianças conseguem fazer em cada idade.

Os marcos são divididos em áreas: social e emocional, linguagem e comunicação, cognição (aprender, pensar, resolver problemas) e movimento[2]. Essas áreas se influenciam, mas não avançam todas no mesmo ritmo. Uma criança pode fazer uma coisa mais cedo e outra mais tarde sem que isso seja doença.

O que importa é o conjunto: se a criança continua progredindo, como ela interage com a família e se perdeu alguma habilidade que já tinha. A própria SBP lembra que a lista de marcos não substitui um teste de triagem padronizado, feito pelo profissional[2].

Observar é diferente de testar. Você não precisa provocar situações difíceis nem repetir exercícios até a criança acertar. O melhor registro vem do dia a dia: como ela brinca, responde ao nome, busca um brinquedo ou pede o que quer.

2O que é a tabela de marcos do Ministério da Saúde?

A "tabela do Ministério da Saúde" é a parte de desenvolvimento da Caderneta da Criança, o livreto que a família recebe na maternidade. Ela acompanha a saúde, o crescimento e o desenvolvimento do nascimento até os 9 anos[5].

A 6ª edição da Caderneta, lançada em 2024[5], traz os marcos do desenvolvimento e a seção "Estimulando o desenvolvimento com afeto", separada por meses no primeiro ano, de 1 a 3 anos, de 3 a 6 anos e de 6 a 9 anos[5]. Os profissionais da atenção primária avaliam habilidades motoras, de comunicação, de interação social e cognitivas de acordo com os marcos da Caderneta[4].

Desde 2025[6], existe também a Caderneta Digital da Criança, no aplicativo Meu SUS Digital. Ela tem um módulo de desenvolvimento infantil em que a família pode registrar os marcos e receber alertas de atenção[7]. A versão digital não substitui a caderneta de papel, que continua válida e distribuída nas unidades de saúde[6].

Criança pequena dando os primeiros passos com apoio de um adulto.

3Quais marcos observar em cada idade?

A tabela abaixo resume, de forma simples, o que a maioria das crianças faz em cada idade, segundo a cartilha de desenvolvimento da SBP[2]. Use-a como guia de observação, não como prova: cada criança tem seu ritmo.

Marcos do desenvolvimento por idade: o que 75%[2] ou mais das crianças fazem (SBP, 2024[2])
IdadeMovimentoComunicação, interação e aprendizado
2 meses[2]De bruços, mantém a cabeça erguida; mexe os dois braços e as duas pernas; abre as mãos por alguns instantes.Olha para o seu rosto; sorri quando você fala ou sorri para ele; faz sons diferentes do choro; reage a sons altos.
4 meses[2]Mantém a cabeça firme, sem apoio, no colo; segura um brinquedo colocado na mão; leva as mãos à boca; de bruços, apoia-se nos antebraços.Sorri sozinho para chamar sua atenção; faz sons como "aahh"; vira a cabeça na direção da sua voz.
6 meses[2]Rola de barriga para cima para barriga para baixo; sentado, apoia-se nas mãos; estica o braço para pegar um brinquedo.Reconhece pessoas conhecidas; dá risada; solta gritinhos; reveza sons com você.
9 meses[2]Senta sem apoio e chega sozinho à posição sentada; passa objetos de uma mão para a outra.Estranha pessoas desconhecidas; olha quando chamado pelo nome; faz "mamama" e "bababa"; levanta os braços para pedir colo; procura o objeto que caiu.
12 meses[2]Puxa o corpo para ficar de pé; anda segurando nos móveis; pega pedacinhos de comida entre o polegar e o indicador.Dá tchau; chama "mamã" ou "papá"; entende o "não"; procura um brinquedo que viu você esconder.
15 meses[2]Dá alguns passos sozinho; empilha pelo menos 2[2] objetos pequenos.Tenta dizer 1 ou 2[2] palavras além de "mamã" e "papá"; aponta para pedir algo; mostra afeto com abraços e beijos.
18 meses[2]Anda sem se segurar em ninguém; rabisca; tenta usar a colher; sobe no sofá sem ajuda.Tenta dizer 3[2] ou mais palavras; segue ordens simples sem gestos ("me dá"); aponta para mostrar algo interessante.
2 anos[2]Chuta bola; corre; come com colher.Junta 2[2] palavras ("mais leite"); aponta pelo menos 2[2] partes do corpo quando pedido.

No primeiro mês, o bebê reconhece e se acalma com a voz da mãe e se assusta com sons altos e inesperados[1]. Se o bebê nasceu prematuro, conte isso ao pediatra: a prematuridade é uma das situações que pedem acompanhamento mais próximo[4] e muda a forma de interpretar os marcos.

Criança falando com um adulto, gesticulando com as mãos.

4Quando levar a criança ao pediatra por causa do desenvolvimento?

Procure o pediatra se a criança não alcançou um ou mais marcos da idade, se perdeu habilidades que já tinha ou se a família tem qualquer preocupação[2]. A orientação da SBP é não esperar: converse com o médico e pergunte sobre a triagem do desenvolvimento[2].

O Ministério da Saúde reforça que, quanto mais cedo um problema é identificado e tratado, melhor o resultado, e que atrasos podem ser minimizados com atenção e estimulação adequadas, com a família participando[1]. Cerca de 15% a 20%[3] das crianças terão algum desafio no neurodesenvolvimento, segundo revisão publicada na revista Residência Pediátrica.

Sua percepção conta. A mesma revisão lembra que os pais, na maioria das vezes, percebem corretamente as dificuldades no desenvolvimento dos filhos[3]. Por isso, leve suas observações anotadas e, se ajudar, vídeos curtos feitos sem forçar a criança.

Quais são os sinais de alerta no desenvolvimento?

A perda de habilidades é o sinal mais importante: se a criança deixa de balbuciar, sentar, andar ou responder como antes, não espere a próxima consulta de rotina[2]. Na criança maior, observe também se ela costuma se isolar, recusa brincar com outras crianças, tem dificuldade de linguagem ou faz gestos e movimentos repetitivos[1].

Sinais de alarme no desenvolvimento (SBP, 2024[2]; Ministério da Saúde). Emergência: SAMU 192
SinalO que fazer
Perdeu uma habilidade que já tinha (parou de balbuciar, de sentar, de andar ou de responder ao nome)Procure o pediatra logo, sem esperar a próxima consulta de rotina.
Não alcançou um ou mais marcos esperados para a idadeMarque consulta, leve suas anotações e pergunte sobre a triagem do desenvolvimento.
Não reage a sons altos (esperado já aos 2 meses[2]) ou não vira a cabeça para a sua voz (aos 4 meses[2])Converse com o pediatra; a audição precisa ser avaliada.
Atraso para sustentar a cabeça, virar, engatinhar ou andarConsulte o pediatra para avaliar postura, força e movimentos.
Criança que se isola, não brinca com outras crianças, tem dificuldade de linguagem ou movimentos repetitivosConsulte o pediatra; ele avalia a comunicação e a interação social.
Convulsão, dificuldade para respirar, lábios arroxeados, sonolência difícil de despertar ou fraqueza súbita de um lado do corpoEmergência: ligue para o SAMU 192 ou vá ao pronto-socorro mais próximo.
Pediatra examinando um bebê em um consultório médico.

O que o pediatra faz na avaliação?

O pediatra acompanha a criança ao longo do tempo, comparando-a com ela mesma. Ele observa postura, movimentos, interação e comunicação, pergunta sobre a rotina em casa, valoriza a preocupação da família e registra tudo na Caderneta[3][4].

Se identificar um atraso, ele investiga as causas, orienta estímulos e pode encaminhar a especialistas e a programas de intervenção precoce[2]. Atraso não é diagnóstico: é um achado que pede avaliação e acompanhamento.

5Com que frequência a criança deve ir às consultas de rotina?

O Ministério da Saúde recomenda consultas de rotina até os 7 dias de vida e com 1, 2, 4, 6, 9, 12, 18, 24 e 36 meses[4]. Depois dos 3 anos, a consulta passa a ser 1 vez por ano, perto do aniversário[4].

Em todas essas consultas, os marcos do desenvolvimento fazem parte da avaliação mínima, ao lado do crescimento, das vacinas, do sono e da alimentação[4]. Algumas crianças, como as prematuras ou com desenvolvimento atípico, precisam de consultas mais frequentes[4].

Na consulta dos 18 meses[4], o SUS prevê a aplicação do questionário M-CHAT-R, usado na triagem do autismo[4]. A Academia Americana de Pediatria, citada na cartilha da SBP, recomenda triagem do desenvolvimento para todas as crianças aos 9 meses, 18 meses e 2 anos, com triagem de autismo aos 18 meses e 2 anos[2].

Criança brincando com blocos de montar, empilhando-os.

6Como estimular o desenvolvimento infantil em casa?

A melhor estimulação é a interação do dia a dia: conversar, cantar, ler, brincar e responder ao bebê. Não é preciso transformar a rotina em aula nem comprar brinquedos caros.

Atividades para cada fase

  • Primeiros meses: converse com o bebê olhando nos olhos, mesmo com voz "infantil"; é assim que começam as primeiras conversas[1]. Responda aos sons dele com entusiasmo, para ensinar a troca de turnos[2].
  • De bruços, acordado e acompanhado: deite o bebê de barriga para baixo e chame a atenção dele com brinquedos ou com a sua voz, para que levante a cabeça[1]. Nunca o deixe sozinho nessa posição; para dormir, sempre de barriga para cima[2].
  • Quando começa a pegar objetos: ofereça brinquedos seguros e fáceis de segurar, como chocalhos e livros de pano, e evite deixá-lo muito tempo em carrinhos, balanços ou cadeirinhas[2].
  • De 9 meses a 1 ano[1]: brinque com músicas e gestos, como bater palmas e dar tchau; ofereça objetos de tamanhos diferentes para encaixar e tirar; crie oportunidades seguras para a criança se locomover e aprender a andar sozinha[1].
  • Quando começa a falar: estimule o uso de palavras em vez de gestos, com rimas e músicas[1]. Se a criança diz "nana", responda "Você quer mais banana?"[2].
  • Telas: não são recomendadas para menores de 2 anos[2], exceto chamadas de vídeo com pessoas queridas. Bebês aprendem conversando, brincando e interagindo[2].

Nunca sacuda o bebê, nem deixe outra pessoa fazer isso. Se você estiver muito nervoso com o choro, coloque-o em um lugar seguro e afaste-se um pouco para se acalmar[2].

Como deixar o ambiente estimulante e seguro?

Um ambiente estimulante não é o que tem mais brinquedos, e sim o que oferece conversa, vínculo, movimento e exploração com segurança. Mantenha objetos pequenos, fios, sacos plásticos, produtos de limpeza, remédios e itens cortantes fora do alcance. Proteja escadas, janelas e tomadas.

Cada nova habilidade traz um novo risco. Quando o bebê começa a rolar, nunca o deixe sozinho no trocador, na cama ou no sofá. Quando começa a pegar coisas pequenas com os dedos, fique por perto para que não as coloque na boca, no nariz ou nos ouvidos[1].

Criança desenhando em uma folha de papel com lápis de cor.

7Por que a saúde da criança interfere nos marcos?

O desenvolvimento depende de tudo funcionar junto: cérebro, audição, visão, músculos, sono, alimentação e vínculo com a família. Por isso, uma dúvida sobre a fala pode levar o pediatra a avaliar a audição, e uma dúvida sobre os movimentos, a avaliar força e postura.

A relação também funciona no sentido contrário. Uma criança com dor, doença aguda ou noites mal dormidas pode brincar e se comunicar de outro jeito por alguns dias. Por isso, o pediatra interpreta os marcos junto com a história de saúde e a evolução ao longo do tempo.

Grupo de crianças pequenas brincando juntas em um parquinho.

8Como usar a Caderneta da Criança no dia a dia?

Use a Caderneta como um roteiro de observação: leia a faixa de idade do seu filho, observe-o em situações naturais, anote dúvidas e leve tudo à consulta. Ela não serve para confirmar nem descartar diagnósticos em casa.

  • Para acompanhar uma habilidade nova: anote a data aproximada em que apareceu, em que situações acontece e se há diferença entre os lados do corpo.
  • Para entender um alerta da Caderneta Digital: veja qual comportamento foi sinalizado[7], observe de novo em outro dia, sem pressão, e leve o registro ao pediatra. Alerta não é diagnóstico.
  • Para conversar na consulta: conte o que vocês fazem juntos, do que a criança gosta, o que preocupa você e se ela perdeu alguma habilidade[2].
  • Diante de perda de habilidade: antecipe a consulta; se a mudança for súbita ou vier com sinais graves, ligue para o SAMU 192.

Leve a Caderneta a todas as consultas e peça que os profissionais a preencham: os registros e as explicações sobre os marcos devem ser compartilhados com a família[4].

9Perguntas frequentes sobre marcos do desenvolvimento infantil

Meu bebê ainda não fez um marco da idade. Isso é atraso?

Nem sempre. Cada marco da lista da SBP é o que 75%[2] ou mais das crianças já fazem naquela idade, então algumas crianças chegam lá um pouco depois. Converse com o pediatra, que vai olhar o conjunto do desenvolvimento e decidir se é preciso fazer uma triagem.

Onde fica a tabela de marcos do desenvolvimento do Ministério da Saúde?

Os marcos estão na Caderneta da Criança, que acompanha a criança do nascimento até os 9 anos[5]. Desde 2025[6], a Caderneta também está no aplicativo Meu SUS Digital, com um módulo de desenvolvimento infantil[7].

Com que idade a criança deve andar sozinha?

Na lista da SBP, aos 15 meses[2] a maioria das crianças dá alguns passos sozinha e, aos 18 meses[2], anda sem se segurar em nada. Se seu filho ainda não anda com 18 meses[2], ou se andava e parou, converse com o pediatra.

Bebê prematuro segue a mesma tabela de marcos?

A prematuridade (nascer antes de 37 semanas[4]) é uma das situações que pedem acompanhamento mais próximo[4]. Conte sempre ao pediatra que o bebê nasceu prematuro, porque isso muda a forma de interpretar os marcos.

Celular e televisão atrapalham o desenvolvimento do bebê?

A cartilha da SBP não recomenda tempo de tela para menores de 2 anos[2], exceto chamadas de vídeo com a família. Bebês aprendem conversando, brincando e interagindo com outras pessoas[2].

A Caderneta Digital substitui a caderneta de papel e a consulta?

Não. A versão digital não substitui a caderneta física, que continua válida[6], e os alertas do aplicativo não fazem diagnóstico. Leve as anotações e os alertas para conversar com o pediatra.

Como este texto foi feito

Texto preparado com apoio de IA e conferido automaticamente nas fontes abaixo em 27 de outubro de 2026; revisão médica: pendente. Como fazemos

Referências

  1. Desenvolvimento Infantil · Ministério da Saúde, sem data (consultado em 2026) gov.br ↗
  2. Cartilha de Desenvolvimento: 2 meses a 5 anos (tradução autorizada do programa Act Early, CDC) · Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), 2024 sbp.com.br ↗
  3. O pediatra e a promoção do desenvolvimento infantil: otimizando a consulta · Residência Pediátrica (Sociedade Brasileira de Pediatria), 2018 residenciapediatrica.com.br ↗
  4. Linhas de Cuidado – Puericultura: Criança (Unidade de Atenção Primária) · Ministério da Saúde, sem data (consultado em 2026) linhasdecuidado.saude.gov.br ↗
  5. Conheça a 6ª edição da ‘Caderneta da Criança – Passaporte da Cidadania’, lançada pelo Ministério da Saúde · Ministério da Saúde, 2024 gov.br ↗
  6. Caderneta de Saúde da Criança agora está disponível no aplicativo Meu SUS Digital · Ministério da Saúde, 2025 gov.br ↗
  7. Quais informações estão disponíveis na Caderneta Digital da Criança? · Ministério da Saúde, 2025 gov.br ↗

Questões comentadas sobre o tema

Este conteúdo informa e não substitui a consulta. Em caso de dúvida sobre a saúde da criança, procure o pediatra ou um serviço de saúde. Em emergência, ligue 192 (SAMU).

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