Neste artigo
- O que é o calendário vacinal do bebê?
- Quais vacinas o bebê toma do nascimento aos 6 meses?
- Bebê prematuro segue o mesmo calendário vacinal?
- O que os calendários da SBP e da SBIm acrescentam?
- O que fazer se a vacina do bebê atrasou?
- Quais reações são normais depois da vacina?
- Quando procurar o pediatra ou a emergência depois da vacina?
- Leia também
- Perguntas frequentes sobre o calendário vacinal do bebê
- Referências
Resposta rápida
O calendário vacinal do bebê é a sequência de vacinas do SUS que começa ao nascer, com BCG e hepatite B (esta nas primeiras 12 horas, Ministério da Saúde 2026), e continua aos 2, 3, 4, 5 e 6 meses. Leve sempre a Caderneta da Criança. Falta de ar ou inchaço no rosto após a vacina: ligue 192 (SAMU).
1O que é o calendário vacinal do bebê?
É a sequência oficial de vacinas, com a idade certa para cada dose, que o Ministério da Saúde define para todas as crianças no SUS. Seguir as datas protege o bebê justamente na fase em que as infecções graves são mais perigosas.
O Programa Nacional de Imunizações atualiza o Calendário Nacional de Vacinação todos os anos; a versão em vigor é a Instrução Normativa de 2026[1]. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) publicam calendários próprios, na edição 2026/2027[2][3], que incluem a rotina do SUS e sugerem vacinas extras, várias delas disponíveis só na rede privada.
O Ministério da Saúde chama de “agenda oportuna” a idade ideal de cada vacina: cumprir as datas e os intervalos entre as doses favorece uma resposta melhor e mais duradoura[1]. Se uma dose atrasar, o certo é procurar a unidade de saúde o quanto antes, sem tentar ajustar o esquema por conta própria.
2Quais vacinas o bebê toma do nascimento aos 6 meses?
Pelo calendário do SUS de 2026, o bebê recebe BCG e hepatite B ao nascer; penta, VIP, rotavírus e pneumocócica aos 2 e aos 4 meses; meningocócica C aos 3 e aos 5 meses; e penta e VIP aos 6 meses, quando também começam as vacinas da gripe e da covid-19[1].
| Idade | Vacinas do SUS | O que observar |
|---|---|---|
| Ao nascer | Hepatite B; BCG (dose única) | Hepatite B nas primeiras 12 horas[1]; BCG ainda na maternidade ou na primeira visita à unidade[1] |
| 2 meses[1] | Penta (1ª dose), VIP (1ª), rotavírus (1ª), pneumocócica 20-valente (1ª) | A vacina de rotavírus é em gotas, pela boca |
| 3 meses[1] | Meningocócica C (1ª dose) | Protege contra a meningite pelo meningococo C |
| 4 meses[1] | Penta (2ª), VIP (2ª), rotavírus (2ª), pneumocócica (2ª) | Na fase de troca de vacinas, a 2ª dose pneumocócica pode ser a 10-valente[1] |
| 5 meses[1] | Meningocócica C (2ª dose) | Reforço aos 12 meses com a meningocócica ACWY[1] |
| 6 meses[1] | Penta (3ª), VIP (3ª); gripe; covid-19 (1ª) | Gripe: 2 doses com 30 dias de intervalo na primeira vez[1]; covid-19 aos 6, 7 e 9 meses[1] |
Depois dos 6 meses a rotina continua: aos 12 meses[1] vêm os reforços da pneumocócica (com a 20-valente) e da meningocócica (com a ACWY), e aos 15 meses[1] os reforços da VIP e da tríplice bacteriana (DTP), entre outras vacinas.
Quais vacinas o recém-nascido toma na maternidade?
O recém-nascido recebe hepatite B e BCG. A hepatite B deve ser aplicada logo após o parto, na sala de parto ou nas primeiras 12 horas de vida[1], como também recomendam a SBP e a SBIm[2][3].
Essa dose de hepatite B do nascimento só pode ser aplicada até 1 mês de vida[1]; depois, a proteção contra a hepatite B continua com a vacina penta. Bebês de mães com hepatite B (HBsAg positivo) recebem, além da vacina, uma imunoglobulina específica[1].
A BCG é dose única e protege contra as formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa[1]. Se não foi feita na maternidade, deve ser aplicada na primeira visita à unidade, o mais breve possível, até 30 dias após o nascimento[1]; mesmo depois disso, a criança ainda pode recebê-la até 4 anos, 11 meses e 29 dias, após avaliação da equipe[1]. Bebês que nasceram com menos de 2.000 g esperam atingir esse peso para tomar a BCG[2][5].
Antes da alta, confira na Caderneta da Criança se o nome do bebê está correto e se as duas vacinas estão registradas com data. Se faltar algum registro, leve a caderneta à unidade de saúde.
Como fica o bracinho depois da BCG?
É esperado que o local da BCG vire uma pequena ferida e depois uma cicatriz: isso mostra a resposta normal à vacina. A SBIm descreve uma mancha vermelha elevada que vira uma pequena úlcera com secreção e cicatriza em cerca de 12 semanas, podendo levar até 24 semanas[5], deixando uma marca de até 1 cm[5].
- Não coloque pomadas, remédios nem curativos no local[5]; lave normalmente no banho.
- Procure a unidade de saúde se a ferida passar de 1 cm[5], demorar muito a fechar ou se aparecer íngua ou caroço com pus na axila. Gânglios aparecem em cerca de 10% dos vacinados[5] e precisam ser avaliados.
- Se não ficar cicatriz, a criança não precisa ser revacinada: o Ministério da Saúde deixou de recomendar a revacinação em 2019[5], e a SBP também não a recomenda[2].
Quais vacinas o bebê toma aos 2 meses?
Aos 2 meses, o bebê recebe a primeira dose de quatro vacinas: penta, VIP, rotavírus e pneumocócica 20-valente[1]. É a consulta com mais vacinas no primeiro semestre, e todas podem ser dadas no mesmo dia.
A penta protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b; a VIP é a vacina injetável da poliomielite (paralisia infantil), feita com vírus inativados[1]. A pneumocócica 20-valente (pneumo 20) chegou ao SUS para crianças em junho de 2026[2][4] e protege contra 20 tipos de pneumococo, bactéria que causa pneumonia, meningite e otite[1][4].
Receber várias vacinas no mesmo dia não “sobrecarrega” as defesas do bebê: segundo a SBP, cada vacina estimula anticorpos específicos, e o organismo lida diariamente com muitos outros estímulos[6].
Por que a vacina de rotavírus tem prazo?
A vacina de rotavírus só pode ser aplicada dentro de faixas de idade definidas, por segurança. A 1ª dose vale de 1 mês e 15 dias até 11 meses e 29 dias de idade, e a 2ª, de 3 meses e 15 dias até 23 meses e 29 dias, com 60 dias de intervalo entre elas (mínimo de 30 dias em situações excepcionais)[1].
Se a 1ª dose não for dada até 11 meses e 29 dias[1], o bebê perde a oportunidade das duas doses[1]. Por isso, atraso nessa vacina pede ida rápida à unidade. Se o bebê estiver com gastroenterite (vômitos, diarreia e febre), a vacina é adiada até a melhora[1]; se ele cuspir ou vomitar depois de tomar, a dose não é repetida[2].
Quais vacinas o bebê toma aos 3 e aos 5 meses?
Aos 3 e aos 5 meses, o bebê recebe as duas doses da meningocócica C, com reforço aos 12 meses usando a vacina meningocócica ACWY[1]. Ela previne a doença meningocócica pelo sorogrupo C, que inclui meningite e meningococcemia[1].
O que muda aos 4 meses com a pneumo 20?
Aos 4 meses, o bebê toma a 2ª dose de penta, VIP, rotavírus e pneumocócica[1]. Enquanto o SUS faz a troca da pneumo 10 pela pneumo 20, a 2ª dose costuma ser feita com a pneumo 10, e o reforço dos 12 meses, com a pneumo 20[1].
Bebês que tomaram a 1ª dose com a pneumo 10 antes de junho de 2026[2] recebem a pneumo 20 aos 4 meses[2]. Quando acabarem os estoques da pneumo 10, o esquema do SUS passará a ser todo com a pneumo 20, aos 2, 4 e 12 meses[2]. Para a família, o importante é saber que a combinação feita pela unidade é válida e completa o esquema.
Quais vacinas o bebê toma aos 6 meses?
Aos 6 meses, o bebê recebe a 3ª dose de penta e de VIP[1] e começa as vacinas da gripe e da covid-19[1]. Na primeira vez, a vacina da gripe é feita em 2 doses com intervalo de 30 dias[1]; a da covid-19 tem 3 doses, aos 6, 7 e 9 meses[1].
3Bebê prematuro segue o mesmo calendário vacinal?
Sim, na maior parte das vacinas: o prematuro é vacinado pela idade cronológica (a contada a partir do nascimento), e não pela idade corrigida, começando aos 2 meses[3][6]. Algumas vacinas, porém, têm cuidados próprios.
- A hepatite B é aplicada ao nascer, independentemente do peso e da idade gestacional[6]. Bebês com menos de 2.000 g ou menos de 33 semanas de gestação recebem 4 doses de hepatite B (0, 2, 4 e 6 meses)[2][3].
- A BCG espera o bebê alcançar 2.000 g[2][3].
- No SUS, o anticorpo contra o vírus sincicial respiratório (nirsevimabe) é indicado para prematuros com menos de 37 semanas e menos de 6 meses de vida[2].
Existe um calendário específico para prematuros; o pediatra e a equipe de vacinação orientam cada caso.
4O que os calendários da SBP e da SBIm acrescentam?
Os calendários da SBP e da SBIm 2026/2027[2][3] seguem a base do SUS e recomendam proteção extra quando possível, em geral na rede privada. Converse com o pediatra sobre o que faz sentido para o seu bebê.
- Pneumocócica: a SBP recomenda, sempre que possível, VPC20 ou VPC15 em 3 doses (2, 4 e 6 meses) e reforço entre 12 e 15 meses[2].
- Meningocócicas: a SBP prefere a ACWY, de espectro maior, e recomenda a meningocócica B a partir dos 2 meses, com 2 doses e reforço no segundo ano de vida[2].
- Vírus sincicial respiratório (VSR): o SUS oferece a vacina às gestantes a partir de 28 semanas[2]; se a mãe não foi vacinada, a SBP recomenda o anticorpo monoclonal para o recém-nascido, de preferência ainda na maternidade[2].
5O que fazer se a vacina do bebê atrasou?
Leve a Caderneta da Criança à unidade de saúde ou ao pediatra o quanto antes. A equipe adapta o esquema à idade atual, respeitando os intervalos mínimos entre as doses[2], e indica o que ainda pode ser aplicado.
- Não repita nem antecipe doses por conta própria, e não registre doses “de memória”.
- Reúna a caderneta, os comprovantes da maternidade e de outras unidades ou clínicas.
- Atenção aos prazos que não podem ser recuperados, como a 1ª dose do rotavírus[1] e a hepatite B do nascimento[1].
Em campanhas ou surtos, o Ministério da Saúde pode indicar uma “dose zero”, que não substitui a rotina. Em situação de risco de sarampo, bebês de 6 a 11 meses podem receber a tríplice viral, e a dose dos 12 meses continua necessária[1]. Em áreas com circulação confirmada de febre amarela, bebês de 6 a 8 meses podem ser vacinados em caráter excepcional, mantendo as doses de rotina aos 9 meses e aos 4 anos[1].
6Quais reações são normais depois da vacina?
Febre, dor, endurecimento e vermelhidão no local da aplicação são as reações mais comuns, e a maioria não impede continuar a vacinação[6]. Ter febre nas primeiras doses também não é motivo para interromper o calendário[6].
- Ofereça colo e mantenha o peito ou a mamadeira normalmente.
- Compressas frias ajudam na dor e no inchaço do local[1].
- Remédio para dor ou febre só com orientação do pediatra.
- Resfriado leve, sem febre importante, em geral não impede a vacinação; febre moderada ou alta faz a equipe adiar a dose até a melhora[1].
7Quando procurar o pediatra ou a emergência depois da vacina?
Procure ajuda imediata se, após a vacina, o bebê tiver dificuldade para respirar, inchaço no rosto, convulsão ou ficar muito mole: ligue 192 (SAMU). Reações locais que pioram ou demoram a passar devem ser vistas pelo pediatra ou pela unidade de saúde.
| Sinal | O que fazer |
|---|---|
| Falta de ar, chiado, inchaço nos lábios, rosto ou língua, vômitos repetidos logo após a vacina (sinais de alergia grave)[1] | Ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo |
| Convulsão, desmaio, pele arroxeada ou bebê muito mole e difícil de acordar | Ligue 192 (SAMU) |
| Choro inconsolável que não melhora com colo, recusa das mamadas ou bebê muito abatido | Procure o pronto atendimento ou o pediatra no mesmo dia |
| Vermelhidão e inchaço que aumentam no local da injeção, ou febre acompanhada de piora do estado geral | Leve ao pediatra ou à unidade de saúde |
| Ferida da BCG maior que 1 cm, que não cicatriza, ou íngua/caroço com pus na axila[5] | Procure a unidade de saúde para avaliação |
8Leia também
- O que verificar no calendário vacinal para garantir a proteção do seu filho
- O que considerar ao consultar o calendário vacinal em 2026
9Perguntas frequentes sobre o calendário vacinal do bebê
Qual é a primeira vacina do bebê?
A primeira é a hepatite B, aplicada na sala de parto ou nas primeiras 12 horas de vida[1]. A BCG também é dada ao nascer, ainda na maternidade ou na primeira visita à unidade de saúde[1].
Quais vacinas o bebê toma aos 2 meses?
Aos 2 meses, o bebê recebe a 1ª dose de penta, VIP, rotavírus e pneumocócica 20-valente[1]. Todas podem ser aplicadas no mesmo dia, com segurança.
Perdi o prazo da vacina de rotavírus. E agora?
A 1ª dose só pode ser dada até 11 meses e 29 dias de idade; depois disso, o bebê perde a oportunidade das duas doses[1]. Se ainda estiver dentro do prazo, leve a caderneta à unidade de saúde o quanto antes.
A pneumo 20 já está no SUS?
Sim: a pneumocócica 20-valente começou a ser aplicada em crianças pelo SUS em junho de 2026[2][4]. Na fase de troca, o bebê toma pneumo 20 aos 2 meses, pneumo 10 aos 4 meses e pneumo 20 no reforço dos 12 meses[1].
Bebê gripado pode tomar vacina?
Resfriado leve, sem febre importante, em geral não impede a vacinação[1]. Com febre moderada ou alta, a equipe costuma adiar a dose até a melhora[1].
Prematuro toma vacina pela idade corrigida?
Não: a maioria das vacinas segue a idade cronológica, a partir dos 2 meses de vida[3][6]. A BCG espera o bebê atingir 2.000 g[2][3], e o pediatra orienta o calendário específico do prematuro.
Texto preparado com apoio de IA e conferido automaticamente nas fontes abaixo em 29 de outubro de 2026; revisão médica: pendente. Como fazemos
Referências
- Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação – Ano 2026 (4ª edição, atualizada em 08/10/2026) · Ministério da Saúde – Departamento do Programa Nacional de Imunizações, 2026 gov.br ↗
- Calendário de Vacinação da SBP – Atualização 2026/2027 (Documento Científico nº 56, Departamento Científico de Imunizações) · Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), 2026 sbp.com.br ↗
- Calendários de vacinação SBIm 2026/2027 (versão 29/09/2026) · Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), 2026 sbim.org.br ↗
- Nova vacina pneumocócica 20 começa a ser disponibilizada no SUS para crianças · Ministério da Saúde, 2026 gov.br ↗
- Vacina BCG – Família SBIm · Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), 2025 familia.sbim.org.br ↗
- Dúvidas frequentes em vacinação – Pediatria para Famílias (Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial) · Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), 2023 sbp.com.br ↗
Este conteúdo informa e não substitui a consulta. Em caso de dúvida sobre a saúde da criança, procure o pediatra ou um serviço de saúde. Em emergência, ligue 192 (SAMU).
