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Calendário vacinal do bebê: vacinas do nascimento aos 6 meses

Guia do calendário vacinal do bebê no SUS em 2026: o que o bebê toma ao nascer e aos 2, 3, 4, 5 e 6 meses, o que muda com a pneumo 20 e quando procurar ajuda depois da vacina.

Pediatrando Publicado em 12 min de leitura

Preparado com apoio de IA e conferido nas fontes; revisão médica pendente. Como fazemos

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Ministério da SaúdeSBPSBIm
Mãe com o bebê no colo enquanto a enfermeira aplica uma vacina na unidade de saúde
Esta página é para:Famíliasmãe, pai ou cuidador
Neste artigo
  1. O que é o calendário vacinal do bebê?
  2. Quais vacinas o bebê toma do nascimento aos 6 meses?
  3. Bebê prematuro segue o mesmo calendário vacinal?
  4. O que os calendários da SBP e da SBIm acrescentam?
  5. O que fazer se a vacina do bebê atrasou?
  6. Quais reações são normais depois da vacina?
  7. Quando procurar o pediatra ou a emergência depois da vacina?
  8. Leia também
  9. Perguntas frequentes sobre o calendário vacinal do bebê
  10. Referências

Resposta rápida

O calendário vacinal do bebê é a sequência de vacinas do SUS que começa ao nascer, com BCG e hepatite B (esta nas primeiras 12 horas, Ministério da Saúde 2026), e continua aos 2, 3, 4, 5 e 6 meses. Leve sempre a Caderneta da Criança. Falta de ar ou inchaço no rosto após a vacina: ligue 192 (SAMU).

1O que é o calendário vacinal do bebê?

É a sequência oficial de vacinas, com a idade certa para cada dose, que o Ministério da Saúde define para todas as crianças no SUS. Seguir as datas protege o bebê justamente na fase em que as infecções graves são mais perigosas.

O Programa Nacional de Imunizações atualiza o Calendário Nacional de Vacinação todos os anos; a versão em vigor é a Instrução Normativa de 2026[1]. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) publicam calendários próprios, na edição 2026/2027[2][3], que incluem a rotina do SUS e sugerem vacinas extras, várias delas disponíveis só na rede privada.

O Ministério da Saúde chama de “agenda oportuna” a idade ideal de cada vacina: cumprir as datas e os intervalos entre as doses favorece uma resposta melhor e mais duradoura[1]. Se uma dose atrasar, o certo é procurar a unidade de saúde o quanto antes, sem tentar ajustar o esquema por conta própria.

Mãe segurando a mão de um recém-nascido

2Quais vacinas o bebê toma do nascimento aos 6 meses?

Pelo calendário do SUS de 2026, o bebê recebe BCG e hepatite B ao nascer; penta, VIP, rotavírus e pneumocócica aos 2 e aos 4 meses; meningocócica C aos 3 e aos 5 meses; e penta e VIP aos 6 meses, quando também começam as vacinas da gripe e da covid-19[1].

Calendário Nacional de Vacinação do bebê de 0 a 6 meses (Ministério da Saúde, 2026)
IdadeVacinas do SUSO que observar
Ao nascerHepatite B; BCG (dose única)Hepatite B nas primeiras 12 horas[1]; BCG ainda na maternidade ou na primeira visita à unidade[1]
2 meses[1]Penta (1ª dose), VIP (1ª), rotavírus (1ª), pneumocócica 20-valente (1ª)A vacina de rotavírus é em gotas, pela boca
3 meses[1]Meningocócica C (1ª dose)Protege contra a meningite pelo meningococo C
4 meses[1]Penta (2ª), VIP (2ª), rotavírus (2ª), pneumocócica (2ª)Na fase de troca de vacinas, a 2ª dose pneumocócica pode ser a 10-valente[1]
5 meses[1]Meningocócica C (2ª dose)Reforço aos 12 meses com a meningocócica ACWY[1]
6 meses[1]Penta (3ª), VIP (3ª); gripe; covid-19 (1ª)Gripe: 2 doses com 30 dias de intervalo na primeira vez[1]; covid-19 aos 6, 7 e 9 meses[1]

Depois dos 6 meses a rotina continua: aos 12 meses[1] vêm os reforços da pneumocócica (com a 20-valente) e da meningocócica (com a ACWY), e aos 15 meses[1] os reforços da VIP e da tríplice bacteriana (DTP), entre outras vacinas.

Quais vacinas o recém-nascido toma na maternidade?

O recém-nascido recebe hepatite B e BCG. A hepatite B deve ser aplicada logo após o parto, na sala de parto ou nas primeiras 12 horas de vida[1], como também recomendam a SBP e a SBIm[2][3].

Essa dose de hepatite B do nascimento só pode ser aplicada até 1 mês de vida[1]; depois, a proteção contra a hepatite B continua com a vacina penta. Bebês de mães com hepatite B (HBsAg positivo) recebem, além da vacina, uma imunoglobulina específica[1].

A BCG é dose única e protege contra as formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa[1]. Se não foi feita na maternidade, deve ser aplicada na primeira visita à unidade, o mais breve possível, até 30 dias após o nascimento[1]; mesmo depois disso, a criança ainda pode recebê-la até 4 anos, 11 meses e 29 dias, após avaliação da equipe[1]. Bebês que nasceram com menos de 2.000 g esperam atingir esse peso para tomar a BCG[2][5].

Antes da alta, confira na Caderneta da Criança se o nome do bebê está correto e se as duas vacinas estão registradas com data. Se faltar algum registro, leve a caderneta à unidade de saúde.

Como fica o bracinho depois da BCG?

É esperado que o local da BCG vire uma pequena ferida e depois uma cicatriz: isso mostra a resposta normal à vacina. A SBIm descreve uma mancha vermelha elevada que vira uma pequena úlcera com secreção e cicatriza em cerca de 12 semanas, podendo levar até 24 semanas[5], deixando uma marca de até 1 cm[5].

  • Não coloque pomadas, remédios nem curativos no local[5]; lave normalmente no banho.
  • Procure a unidade de saúde se a ferida passar de 1 cm[5], demorar muito a fechar ou se aparecer íngua ou caroço com pus na axila. Gânglios aparecem em cerca de 10% dos vacinados[5] e precisam ser avaliados.
  • Se não ficar cicatriz, a criança não precisa ser revacinada: o Ministério da Saúde deixou de recomendar a revacinação em 2019[5], e a SBP também não a recomenda[2].
Braço de bebê com um pequeno curativo no local da vacina

Quais vacinas o bebê toma aos 2 meses?

Aos 2 meses, o bebê recebe a primeira dose de quatro vacinas: penta, VIP, rotavírus e pneumocócica 20-valente[1]. É a consulta com mais vacinas no primeiro semestre, e todas podem ser dadas no mesmo dia.

A penta protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b; a VIP é a vacina injetável da poliomielite (paralisia infantil), feita com vírus inativados[1]. A pneumocócica 20-valente (pneumo 20) chegou ao SUS para crianças em junho de 2026[2][4] e protege contra 20 tipos de pneumococo, bactéria que causa pneumonia, meningite e otite[1][4].

Receber várias vacinas no mesmo dia não “sobrecarrega” as defesas do bebê: segundo a SBP, cada vacina estimula anticorpos específicos, e o organismo lida diariamente com muitos outros estímulos[6].

Por que a vacina de rotavírus tem prazo?

A vacina de rotavírus só pode ser aplicada dentro de faixas de idade definidas, por segurança. A 1ª dose vale de 1 mês e 15 dias até 11 meses e 29 dias de idade, e a 2ª, de 3 meses e 15 dias até 23 meses e 29 dias, com 60 dias de intervalo entre elas (mínimo de 30 dias em situações excepcionais)[1].

Se a 1ª dose não for dada até 11 meses e 29 dias[1], o bebê perde a oportunidade das duas doses[1]. Por isso, atraso nessa vacina pede ida rápida à unidade. Se o bebê estiver com gastroenterite (vômitos, diarreia e febre), a vacina é adiada até a melhora[1]; se ele cuspir ou vomitar depois de tomar, a dose não é repetida[2].

Quais vacinas o bebê toma aos 3 e aos 5 meses?

Aos 3 e aos 5 meses, o bebê recebe as duas doses da meningocócica C, com reforço aos 12 meses usando a vacina meningocócica ACWY[1]. Ela previne a doença meningocócica pelo sorogrupo C, que inclui meningite e meningococcemia[1].

O que muda aos 4 meses com a pneumo 20?

Aos 4 meses, o bebê toma a 2ª dose de penta, VIP, rotavírus e pneumocócica[1]. Enquanto o SUS faz a troca da pneumo 10 pela pneumo 20, a 2ª dose costuma ser feita com a pneumo 10, e o reforço dos 12 meses, com a pneumo 20[1].

Bebês que tomaram a 1ª dose com a pneumo 10 antes de junho de 2026[2] recebem a pneumo 20 aos 4 meses[2]. Quando acabarem os estoques da pneumo 10, o esquema do SUS passará a ser todo com a pneumo 20, aos 2, 4 e 12 meses[2]. Para a família, o importante é saber que a combinação feita pela unidade é válida e completa o esquema.

Quais vacinas o bebê toma aos 6 meses?

Aos 6 meses, o bebê recebe a 3ª dose de penta e de VIP[1] e começa as vacinas da gripe e da covid-19[1]. Na primeira vez, a vacina da gripe é feita em 2 doses com intervalo de 30 dias[1]; a da covid-19 tem 3 doses, aos 6, 7 e 9 meses[1].

Pediatra examinando um bebê no consultório

3Bebê prematuro segue o mesmo calendário vacinal?

Sim, na maior parte das vacinas: o prematuro é vacinado pela idade cronológica (a contada a partir do nascimento), e não pela idade corrigida, começando aos 2 meses[3][6]. Algumas vacinas, porém, têm cuidados próprios.

  • A hepatite B é aplicada ao nascer, independentemente do peso e da idade gestacional[6]. Bebês com menos de 2.000 g ou menos de 33 semanas de gestação recebem 4 doses de hepatite B (0, 2, 4 e 6 meses)[2][3].
  • A BCG espera o bebê alcançar 2.000 g[2][3].
  • No SUS, o anticorpo contra o vírus sincicial respiratório (nirsevimabe) é indicado para prematuros com menos de 37 semanas e menos de 6 meses de vida[2].

Existe um calendário específico para prematuros; o pediatra e a equipe de vacinação orientam cada caso.

4O que os calendários da SBP e da SBIm acrescentam?

Os calendários da SBP e da SBIm 2026/2027[2][3] seguem a base do SUS e recomendam proteção extra quando possível, em geral na rede privada. Converse com o pediatra sobre o que faz sentido para o seu bebê.

  • Pneumocócica: a SBP recomenda, sempre que possível, VPC20 ou VPC15 em 3 doses (2, 4 e 6 meses) e reforço entre 12 e 15 meses[2].
  • Meningocócicas: a SBP prefere a ACWY, de espectro maior, e recomenda a meningocócica B a partir dos 2 meses, com 2 doses e reforço no segundo ano de vida[2].
  • Vírus sincicial respiratório (VSR): o SUS oferece a vacina às gestantes a partir de 28 semanas[2]; se a mãe não foi vacinada, a SBP recomenda o anticorpo monoclonal para o recém-nascido, de preferência ainda na maternidade[2].

5O que fazer se a vacina do bebê atrasou?

Leve a Caderneta da Criança à unidade de saúde ou ao pediatra o quanto antes. A equipe adapta o esquema à idade atual, respeitando os intervalos mínimos entre as doses[2], e indica o que ainda pode ser aplicado.

  • Não repita nem antecipe doses por conta própria, e não registre doses “de memória”.
  • Reúna a caderneta, os comprovantes da maternidade e de outras unidades ou clínicas.
  • Atenção aos prazos que não podem ser recuperados, como a 1ª dose do rotavírus[1] e a hepatite B do nascimento[1].

Em campanhas ou surtos, o Ministério da Saúde pode indicar uma “dose zero”, que não substitui a rotina. Em situação de risco de sarampo, bebês de 6 a 11 meses podem receber a tríplice viral, e a dose dos 12 meses continua necessária[1]. Em áreas com circulação confirmada de febre amarela, bebês de 6 a 8 meses podem ser vacinados em caráter excepcional, mantendo as doses de rotina aos 9 meses e aos 4 anos[1].

6Quais reações são normais depois da vacina?

Febre, dor, endurecimento e vermelhidão no local da aplicação são as reações mais comuns, e a maioria não impede continuar a vacinação[6]. Ter febre nas primeiras doses também não é motivo para interromper o calendário[6].

  • Ofereça colo e mantenha o peito ou a mamadeira normalmente.
  • Compressas frias ajudam na dor e no inchaço do local[1].
  • Remédio para dor ou febre só com orientação do pediatra.
  • Resfriado leve, sem febre importante, em geral não impede a vacinação; febre moderada ou alta faz a equipe adiar a dose até a melhora[1].

7Quando procurar o pediatra ou a emergência depois da vacina?

Procure ajuda imediata se, após a vacina, o bebê tiver dificuldade para respirar, inchaço no rosto, convulsão ou ficar muito mole: ligue 192 (SAMU). Reações locais que pioram ou demoram a passar devem ser vistas pelo pediatra ou pela unidade de saúde.

Sinais de alarme após a vacinação do bebê (Ministério da Saúde 2026 e SBIm 2025). Emergência: SAMU 192
SinalO que fazer
Falta de ar, chiado, inchaço nos lábios, rosto ou língua, vômitos repetidos logo após a vacina (sinais de alergia grave)[1]Ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo
Convulsão, desmaio, pele arroxeada ou bebê muito mole e difícil de acordarLigue 192 (SAMU)
Choro inconsolável que não melhora com colo, recusa das mamadas ou bebê muito abatidoProcure o pronto atendimento ou o pediatra no mesmo dia
Vermelhidão e inchaço que aumentam no local da injeção, ou febre acompanhada de piora do estado geralLeve ao pediatra ou à unidade de saúde
Ferida da BCG maior que 1 cm, que não cicatriza, ou íngua/caroço com pus na axila[5]Procure a unidade de saúde para avaliação

8Leia também

9Perguntas frequentes sobre o calendário vacinal do bebê

Qual é a primeira vacina do bebê?

A primeira é a hepatite B, aplicada na sala de parto ou nas primeiras 12 horas de vida[1]. A BCG também é dada ao nascer, ainda na maternidade ou na primeira visita à unidade de saúde[1].

Quais vacinas o bebê toma aos 2 meses?

Aos 2 meses, o bebê recebe a 1ª dose de penta, VIP, rotavírus e pneumocócica 20-valente[1]. Todas podem ser aplicadas no mesmo dia, com segurança.

Perdi o prazo da vacina de rotavírus. E agora?

A 1ª dose só pode ser dada até 11 meses e 29 dias de idade; depois disso, o bebê perde a oportunidade das duas doses[1]. Se ainda estiver dentro do prazo, leve a caderneta à unidade de saúde o quanto antes.

A pneumo 20 já está no SUS?

Sim: a pneumocócica 20-valente começou a ser aplicada em crianças pelo SUS em junho de 2026[2][4]. Na fase de troca, o bebê toma pneumo 20 aos 2 meses, pneumo 10 aos 4 meses e pneumo 20 no reforço dos 12 meses[1].

Bebê gripado pode tomar vacina?

Resfriado leve, sem febre importante, em geral não impede a vacinação[1]. Com febre moderada ou alta, a equipe costuma adiar a dose até a melhora[1].

Prematuro toma vacina pela idade corrigida?

Não: a maioria das vacinas segue a idade cronológica, a partir dos 2 meses de vida[3][6]. A BCG espera o bebê atingir 2.000 g[2][3], e o pediatra orienta o calendário específico do prematuro.

Como este texto foi feito

Texto preparado com apoio de IA e conferido automaticamente nas fontes abaixo em 29 de outubro de 2026; revisão médica: pendente. Como fazemos

Referências

  1. Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação – Ano 2026 (4ª edição, atualizada em 08/10/2026) · Ministério da Saúde – Departamento do Programa Nacional de Imunizações, 2026 gov.br ↗
  2. Calendário de Vacinação da SBP – Atualização 2026/2027 (Documento Científico nº 56, Departamento Científico de Imunizações) · Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), 2026 sbp.com.br ↗
  3. Calendários de vacinação SBIm 2026/2027 (versão 29/09/2026) · Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), 2026 sbim.org.br ↗
  4. Nova vacina pneumocócica 20 começa a ser disponibilizada no SUS para crianças · Ministério da Saúde, 2026 gov.br ↗
  5. Vacina BCG – Família SBIm · Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), 2025 familia.sbim.org.br ↗
  6. Dúvidas frequentes em vacinação – Pediatria para Famílias (Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial) · Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), 2023 sbp.com.br ↗

Este conteúdo informa e não substitui a consulta. Em caso de dúvida sobre a saúde da criança, procure o pediatra ou um serviço de saúde. Em emergência, ligue 192 (SAMU).

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