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Pediatrando

Adolescente, 12 anos, apresenta quadro clínico compatível com hepatite. Exames laboratoriais: hepatite A: IgG reagente e IgM não reagente, HBsAg: não reagente, anti-HBs: reagente >1000, anti-HBc: não reagente, anti-VHC: não reagente, FAN: reagente 1/640 nucleolar, anticorpo anti-músculoliso: positivo 1/640. Qual a hipótese diagnóstica da hepatite?

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Resposta: A

  1. A) Autoimune.

    FAN 1:640 e anti-músculo liso 1:640 com sorologias virais negativas definem hepatite autoimune tipo 1; na criança títulos a partir de 1:20 já contam, e a confirmação vem com IgG elevada, hepatite de interface na biópsia e resposta ao corticoide.

  2. B) Pelo vírus da hepatite C.

    O anti-VHC não reagente afasta hepatite C com boa segurança neste contexto; a hepatite C em adolescente costuma ser assintomática e crônica, não uma hepatite aguda com autoanticorpos em título alto.

  3. C) Pelo vírus da hepatite A.

    IgM anti-HAV negativa exclui infecção aguda pelo vírus A; a IgG reagente isolada apenas mostra imunidade por infecção antiga ou por vacina.

  4. D) Pelo vírus da hepatite B.

    HBsAg e anti-HBc negativos afastam infecção pelo vírus B, atual ou passada; o anti-HBs acima de 1.000 isolado é o padrão de quem respondeu à vacina, e não de doença.

Resumo para lembrar

Hepatite com marcadores virais negativos e autoanticorpos em títulos altos é hepatite autoimune: tipo 1 com FAN e anti-músculo liso (na criança, títulos de 1:20 já contam), tipo 2 com anti-LKM1. Completam o quadro IgG elevada e hepatite de interface na biópsia; trata-se com prednisona e azatioprina.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.