Adolescente, 13 anos, apresenta osteossarcoma com importante queixa álgica diária há 15 dias. Seus pais o levam à emergência e informam que o filho está em uso de analgésico comum (dipirona) via oral a cada 6 horas associado a opióide (morfina via oral), quando a intensidade da dor for maior que 8. A conduta indicada é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar este caso de um adolescente com osteossarcoma e dor. Primeiro, a idade é importante, um adolescente de 13 anos.
- Ele tem um diagnóstico de osteossarcoma, o que já nos alerta para uma dor de origem oncológica, que costuma ser mais intensa e persistente.
- A queixa álgica é diária e já dura 15 dias, o que caracteriza uma dor crônica e persistente, não um episódio agudo.
- Ele já usa dipirona via oral a cada 6 horas, que é um analgésico comum, mas provavelmente insuficiente para uma dor oncológica de intensidade significativa.
- E aqui está o ponto crucial: a morfina, um opioide potente, é usada apenas quando a dor é maior que 8. Isso significa que ele está sofrendo com dor intensa antes de receber o alívio adequado.
- Com uma dor crônica e oncológica, a dipirona sozinha é insuficiente para o controle basal.
- O uso de morfina apenas como resgate para dor muito intensa, ou seja, quando a dor já está em um nível insuportável, não é a melhor estratégia para dor persistente.
- Para dor persistente, o ideal é ter uma analgesia basal regular para manter a dor sob controle, e doses de resgate para picos de dor.
- A alternativa A sugere associar adesivo com fentanil. O fentanil transdérmico exige uma avaliação de tolerância ao opioide e não é o ajuste inicial automático para um paciente que já usa morfina oral de resgate.
- A alternativa C propõe associar benzodiazepínicos. Benzodiazepínicos não são analgésicos e não substituem a necessidade de controle da dor.
- A alternativa D indica internar para uso de opioide intravenoso. A via intravenosa não é obrigatória se a via oral for adequada e eficaz, e a via oral é preferível para o conforto do paciente.
- A alternativa B, prescrever o opioide em intervalos regulares, é a conduta correta. Isso fornece um controle basal da dor, mantendo o resgate para quando houver picos de dor, evitando que o paciente sofra com dor intensa antes de ser medicado.
- Então, uma criança ou adolescente com dor oncológica persistente, que usa opioide apenas como resgate, deve ter o opioide prescrito em intervalos regulares para controle basal.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Dores comuns em pediatriaSBP, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.