Adolescente, masculino, 14 anos de idade, com câncer avançado recebe suporte de equipe multiprofissional de cuidados paliativos. Apesar de referir fome, apresenta dor intensa e dificuldade para se alimentar. A intervenção mais apropriada é avaliar a dor é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos um adolescente de 14 anos de idade, o que já nos situa na pediatria, mas com uma condição que exige uma abordagem específica.
- Ele tem câncer avançado e está recebendo suporte de uma equipe de cuidados paliativos, o que é fundamental para entender o objetivo do tratamento: conforto e qualidade de vida.
- É importante notar que ele refere fome, ou seja, tem desejo de se alimentar, o que é um dado valioso para a tomada de decisão.
- No entanto, ele apresenta dor intensa, e isso é o principal obstáculo para a alimentação e para o bem-estar dele no momento.
- Consequentemente, ele tem dificuldade para se alimentar, mesmo sentindo fome, o que reforça a necessidade de intervir na dor primeiro.
- Com esses dados em mente, nosso raciocínio deve ser direcionado para o controle dos sintomas, especialmente a dor, que está impactando diretamente a qualidade de vida e a capacidade de se alimentar do paciente.
- Em cuidados paliativos, o objetivo é aliviar o sofrimento e proporcionar conforto, e a dor é um sofrimento que precisa ser tratado de forma eficaz para permitir que o paciente tenha suas necessidades básicas atendidas, como a alimentação.
- Além disso, como o adolescente refere fome, qualquer intervenção nutricional deve considerar suas preferências e o desejo de comer, buscando formas de facilitar isso após o controle da dor.
- Agora vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa B sugere prescrever analgésicos e iniciar nutrição enteral.
- A nutrição enteral não é uma decisão automática apenas pela dificuldade de se alimentar, especialmente quando o paciente refere fome. É preciso primeiro tentar resolver a causa da dificuldade, que é a dor, e discutir as opções com ele, respeitando suas preferências.
- A alternativa C propõe iniciar analgesia com opiáceos, o que pode ser adequado para dor intensa, mas manter jejum com hidratação endovenosa.
- Manter o jejum não é apropriado aqui, já que o paciente sente fome. O jejum não deve ser imposto sem uma indicação proporcional e clara, e neste caso, o objetivo é justamente permitir que ele se alimente.
- A alternativa D sugere implementar medidas não farmacológicas e discutir com a família a proporcionalidade do suporte nutricional.
- Embora medidas não farmacológicas sejam importantes, elas não são suficientes para uma dor descrita como intensa. O foco principal deve ser o controle farmacológico da dor para permitir que outras abordagens sejam eficazes.
- Finalmente, a alternativa A é a mais apropriada. Ela indica ajustar a medicação conforme necessário, o que é essencial para controlar a dor intensa.
- E, ao mesmo tempo, discute opções de nutrição que respeitem suas preferências, o que está alinhado com os princípios dos cuidados paliativos e com o fato de o paciente sentir fome.
- Então, em um adolescente com câncer avançado e dor intensa que impede a alimentação, pense sempre em controlar a dor de forma eficaz e oferecer suporte nutricional que respeite suas preferências e desejo de comer.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Dores comuns em pediatriaSBP, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.