Adolescente assintomático apresenta ao exame físico discreta palidez cutânea e hepatoesplenomegalia. Solicitado hemograma, que revelou hiperleucocitose com presença de desvio nuclear à esquerda, anemia discreta e contagem de plaquetas normais. A hipótese diagnóstica é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Olha, essa questão começa nos apresentando um adolescente, e a idade é sempre um dado importante em pediatria para direcionar o raciocínio.
- Ele é assintomático, o que já nos sugere que, se houver alguma doença, ela pode ser de evolução mais lenta ou crônica, e não algo agudo e fulminante.
- No exame físico, a palidez discreta é um achado que pode indicar anemia, mas por si só não é específica.
- Já a hepatoesplenomegalia é um achado bem significativo, especialmente a esplenomegalia, que pode ser um sinal de proliferação celular ou acúmulo de células no baço.
- O hemograma mostra hiperleucocitose, ou seja, um aumento importante dos glóbulos brancos, o que já nos alerta para alguma doença hematológica.
- E o mais importante: a presença de desvio nuclear à esquerda, que significa a presença de formas imaturas de células mieloides, mas em diferentes estágios de maturação.
- A anemia discreta confirma a palidez, e a contagem de plaquetas normais é um dado que nos ajuda a diferenciar de algumas condições mais agudas, onde a falência medular é mais evidente.
- Então, temos um adolescente com um quadro crônico, assintomático, com aumento do baço e do fígado, e um hemograma que mostra muitos leucócitos, com células mieloides em vários estágios de maturação, mas sem falência medular grave.
- A hiperleucocitose com desvio à esquerda, que significa a presença de células mieloides em diferentes fases de maturação, junto com a esplenomegalia, é um padrão muito sugestivo de uma proliferação mieloide crônica.
- A ausência de blastos em grande quantidade e a contagem de plaquetas normais nos afastam de um quadro agudo de falência medular, típico das leucemias agudas.
- Com base nesses achados, a hipótese mais provável é uma leucemia mieloide crônica, que se caracteriza justamente por essa proliferação desordenada de células mieloides maduras e imaturas, mas com maturação contínua.
- A alternativa B, Linfoma não Hodgkin, está incorreta porque linfomas geralmente não produzem esse padrão hematológico tão típico de hiperleucocitose com desvio à esquerda no sangue periférico.
- A alternativa C, Leucemia linfoide aguda, também está incorreta. Leucemias agudas, sejam elas linfoides ou mieloides, tendem a cursar com uma grande quantidade de blastos no sangue e na medula, e frequentemente com falência medular, o que não é o caso aqui.
- A alternativa D, Leucemia mieloide aguda, também não se encaixa. Embora seja mieloide, o desvio maturativo amplo, com células em diferentes estágios e sem predomínio de blastos, favorece a LMC, e não a forma aguda.
- Portanto, a alternativa A, Leucemia mieloide crônica, é a correta. O padrão de hiperleucocitose com células mieloides em diferentes estágios de maturação e a esplenomegalia são achados compatíveis com essa condição.
- Em um adolescente com esplenomegalia e hiperleucocitose com desvio nuclear à esquerda, pense sempre em leucemia mieloide crônica, mesmo que assintomático.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Childhood chronic myeloid leukemia treatment — PDQNCI, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.