Escolar, nove anos, apresentou dois episódios de gritos e agitação intensa de curta duração, antes de completar duas horas de sono. Parecia aterrorizado e estava inconsolável. Normalmente dorme das 23h às 07 hs, permanecendo no celular até tarde da noite. Nesse caso, a conduta a ser tomada é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. A informação de que a criança é um escolar de nove anos nos ajuda a contextualizar o quadro, já que parassonias podem ter características diferentes em cada faixa etária.
- Os 'gritos e agitação intensa' são a descrição central do evento, o que nos direciona para um tipo específico de parassonia.
- A 'curta duração' desses episódios é uma característica importante que ajuda a diferenciar de outros distúrbios do sono.
- O fato de ocorrer 'antes de completar duas horas de sono' é crucial, pois indica que o evento acontece no primeiro terço da noite, período em que predomina o sono NREM, característico do terror noturno.
- A descrição de que 'Parecia aterrorizado e estava inconsolável' reforça o quadro de terror noturno, onde a criança apresenta um pânico intenso e é difícil de ser acalmada.
- Por fim, a informação de que ele está 'permanecendo no celular até tarde da noite' é um dado muito relevante, pois sugere uma higiene de sono inadequada e privação de sono, que são fatores precipitantes comuns para parassonias.
- Juntando os achados de gritos, agitação intensa, curta duração, ocorrência no primeiro terço da noite e o estado de terror e inconsolabilidade, chegamos ao diagnóstico de terror noturno.
- A má higiene de sono, evidenciada pelo uso do celular até tarde, é um fator precipitante conhecido para o terror noturno, como o próprio resumo da questão nos lembra.
- Portanto, a conduta inicial deve focar na correção desses fatores precipitantes e na promoção de uma boa higiene do sono, que inclui rotina e sono suficiente, como prioridades.
- A alternativa A sugere o uso de benzodiazepínicos, mas para episódios esparsos e típicos como este, essa não é a primeira medida indicada, e o comentário confirma que não é a primeira linha de tratamento.
- A alternativa C propõe a Passiflora incarnata. Embora seja um fitoterápico, o comentário nos diz que não é o tratamento inicial sustentado para esse quadro.
- Já a alternativa D, que fala em psicoterapia cognitiva comportamental, pode ter sua indicação em casos específicos, mas não é a primeira medida a ser tomada para um quadro de terror noturno, como também é apontado no comentário.
- A alternativa B, que propõe medidas de higiene de sono, é a conduta mais adequada. O comentário reforça que isso reduz fatores precipitantes, como a privação de sono e o uso de telas tardias, que identificamos no caso.
- Então, para uma criança de nove anos com terror noturno e má higiene de sono, pense sempre em medidas de higiene de sono como primeira linha de tratamento.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Parassonias — atualizaçãoSBP, 2022 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.