- A) Giardíase; tratar com albendazol por 3 dias.
Giardíase causa diarreia, esteatorreia, distensão, dor abdominal e má absorção, mas não prurido anal nem vermes visíveis, pois a Giardia é protozoário. O tratamento preferencial é metronidazol, tinidazol ou secnidazol; albendazol por 5 dias é alternativa.
- B) Ancilostomíase; tratar com metronidazol por 7 dias.
Ancilostomíase causa anemia ferropriva por perda de sangue intestinal e, na penetração das larvas, dermatite nos pés. Não produz prurido anal, e metronidazol não age sobre helmintos; trata-se com albendazol 400 mg em dose única.
- C) Ascaridíase; tratar com ivermectina em dose única.
Ascaris lumbricoides mede de 15 a 35 cm, pode ser eliminado nas fezes ou pela boca e causa dor abdominal e, com carga alta, obstrução intestinal; não causa prurido anal. A ivermectina age sobre ele, mas a primeira escolha é albendazol 400 mg ou mebendazol.
- D) Estrongiloidíase; tratar com pirvínio em dose única.
Estrongiloidíase causa dor epigástrica, diarreia, urticária e larva currens, e a larva não é visível nas fezes a olho nu. O pirvínio age apenas sobre Enterobius; o tratamento da estrongiloidíase é ivermectina 200 mcg/kg/dia por 1 a 2 dias.
- E) Enterobíase; tratar com mebendazol em dose única, repetindo após 15 dias.
Prurido anal noturno com pequenos vermes brancos nas fezes é enterobíase. Mebendazol 100 mg em dose única, repetido após 2 semanas (a segunda dose atinge os vermes que eclodiram dos ovos depois da primeira), cura a maioria; tratar os contactantes do domicílio, cortar as unhas e lavar roupas de cama reduz a reinfecção.
Resumo para lembrar
Enterobíase (oxiurose) causa prurido anal noturno, pela migração da fêmea para pôr ovos na região perianal, e se vê como pequenos vermes brancos filiformes de cerca de 1 cm. O diagnóstico é pela fita adesiva perianal pela manhã (método de Graham). Trata-se com mebendazol 100 mg, albendazol 400 mg ou pamoato de pirvínio em dose única, repetida após 2 semanas.