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Pediatrando

Recém-nascido a termo, de 10 dias, sem sintomas, retorna à unidade básica de saúde para nova coleta do teste do pezinho, pois a primeira foi realizada ainda na maternidade, com 24 horas de vida. Os pais estão apreensivos e questionam o motivo da repetição e, também, quais doenças o exame realmente detecta do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), em sua fase atual. Assinale a alternativa que descreve corretamente o motivo da nova coleta e o propósito do exame:

Os indicadores ordinais viraram a letra o na extração.

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Resposta: C

  1. A) A coleta precoce pode gerar resultados falsamente elevados de TSH e 17-OH-progesterona; o exame tem como finalidade diagnosticar doenças genéticas não tratáveis, como fibrose cística e AME.

    A primeira parte procede: nas primeiras 24 a 48 horas o pico pós-natal de TSH e a 17-OH-progesterona ainda elevada geram falsos positivos. O erro está na finalidade: a triagem busca doenças tratáveis, em que o início precoce muda o prognóstico, e fibrose cística e AME têm tratamento.

  2. B) A coleta deve ser feita, nas primeiras 24 horas de vida, para evitar perda de casos graves de hipotireoidismo congênito; o teste identifica exclusivamente doenças metabólicas hereditárias.

    Coletar nas primeiras 24 horas é justamente o que se evita: o pico de TSH gera falso-positivo para hipotireoidismo, e a fenilalanina ainda não se elevou. O PNTN também não se limita a doenças metabólicas, pois inclui hemoglobinopatias, fibrose cística e, na ampliação, imunodeficiências.

  3. C) A coleta, antes de 48 horas de vida, pode gerar falsos negativos para doenças metabólicas e endócrinas, devendo-se repetir a amostra entre o 3º e o 5º dia de vida.

    A coleta com 24 horas pode dar falso-negativo, sobretudo para fenilcetonúria e outras aminoacidopatias, porque a ingestão proteica ainda foi pequena, e altera os marcadores endócrinos; por isso deve ser repetida, e o momento ideal é do 3º ao 5º dia. A nova coleta aos 10 dias é válida, e o objetivo é detectar doenças tratáveis antes dos sintomas.

  4. D) O teste tem caráter confirmatório e deve ser repetido em todos os recém-nascidos a termo; seu objetivo é rastrear infecções neonatais adquiridas no parto e imunodeficiências graves.

    A triagem neonatal é rastreamento, não exame confirmatório: resultados alterados exigem testes diagnósticos específicos. Também não rastreia infecções adquiridas no parto; a triagem de imunodeficiências graves (TREC) faz parte da ampliação prevista pela Lei 14.154/2021.

  5. E) A coleta precoce altera apenas os níveis de aminoácidos plasmáticos, mas não interfere no diagnóstico de hipotireoidismo congênito; o exame tem foco em triagem de doenças infecciosas e genéticas raras.

    A coleta precoce interfere, sim, no hipotireoidismo congênito (falso-positivo pelo pico de TSH) e na hiperplasia adrenal. O foco do PNTN são doenças congênitas tratáveis: fenilcetonúria, hipotireoidismo, hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal e deficiência de biotinidase, com a toxoplasmose congênita na ampliação.

Resumo para lembrar

O teste do pezinho é colhido idealmente entre o 3º e o 5º dia de vida, após 48 horas de ingestão proteica. Antes disso a fenilalanina ainda não se acumulou (risco de falso-negativo para fenilcetonúria), e o pico fisiológico de TSH e a 17-OH-progesterona alta podem gerar falsos positivos; coleta antes de 48 horas deve ser repetida. O PNTN rastreia doenças tratáveis.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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