Escolar, 7 anos de idade, com quadro de tosse crônica. Quanto ao diagnóstico diferencial da tosse crônica na infância e com base em dados da anamnese ou achados do exame físico, a correlação adequada é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Começamos com a idade da nossa paciente, uma escolar de sete anos de idade.
- Ela apresenta um quadro de tosse crônica, que é o nosso principal sintoma e o foco da questão.
- A questão pede para correlacionar dados da anamnese ou achados do exame físico com possíveis diagnósticos diferenciais.
- Diante de uma tosse crônica em uma criança, precisamos pensar em diversas causas, e a anamnese e o exame físico são cruciais para guiar nossa investigação.
- A alternativa B sugere que a ausculta de estertores grossos se correlaciona com rinossinusite crônica.
- Estertores grossos indicam secreção em vias aéreas inferiores, como brônquios, e não são um achado típico ou específico de rinossinusite crônica, que afeta as vias aéreas superiores.
- A alternativa C correlaciona hipocratismo digital com asma.
- O hipocratismo digital, ou baqueteamento digital, não é uma característica comum da asma, mesmo em casos graves. Quando presente, ele nos faz pensar em outras doenças pulmonares crônicas mais sérias, como fibrose cística ou bronquiectasias, ou até mesmo doenças cardíacas.
- A alternativa D relaciona déficit pondero-estatural com rinite alérgica.
- Embora a rinite alérgica possa impactar a qualidade de vida, um déficit de crescimento significativo não é um achado esperado ou explicado apenas por ela. Se houver um déficit importante, devemos investigar outras causas, como doenças crônicas mais graves ou desnutrição.
- A alternativa E associa ausculta de sibilos simétrica com aspiração de corpo estranho.
- A aspiração de corpo estranho, especialmente em crianças, costuma causar achados assimétricos na ausculta, como sibilos localizados ou diminuição do murmúrio vesicular em um lado. Sibilos simétricos são mais comuns em bronquiolite ou asma.
- Agora, vamos analisar a alternativa A, que correlaciona o antecedente de encefalopatia hipóxico-isquêmica com broncoaspirações.
- Pacientes com encefalopatia hipóxico-isquêmica frequentemente apresentam comprometimento neurológico que pode afetar a coordenação da deglutição, levando à disfagia. Essa dificuldade em engolir aumenta o risco de aspiração de alimentos ou secreções para as vias aéreas, o que pode causar tosse crônica e infecções respiratórias de repetição.
- Portanto, a correlação entre encefalopatia hipóxico-isquêmica e broncoaspirações é a mais adequada e clinicamente relevante para explicar uma tosse crônica.
- Em uma criança com tosse crônica e antecedente de comprometimento neurológico, pense sempre em broncoaspiração como uma causa importante a ser investigada.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Manual de seguimento do recém-nascido de alto risco — 2ª ediçãoSBP, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.