Escolar, masculino, seis anos de idade apresenta, há uma semana, dor, claudicação e edema de padrão migratório em joelhos e tornozelos com palpitações. Exame físico: FC = 100 bpm, artrite em joelhos e tornozelos, atrito pericárdico e sopro holossistólico, apical, com irradiação para axila esquerda. Com relação ao tratamento, assinale a alternativa correta.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos um paciente escolar, o que já nos dá uma faixa etária importante para pensar em algumas doenças.
- Ele apresenta sintomas há uma semana, e o padrão migratório da dor, claudicação e edema em joelhos e tornozelos é um achado bem característico.
- A presença de palpitações já nos alerta para um possível envolvimento cardíaco, que é crucial neste tipo de quadro.
- No exame físico, a frequência cardíaca de 100 batimentos por minuto é um dado a ser considerado, mas o mais chamativo são os achados cardíacos específicos.
- A confirmação da artrite em joelhos e tornozelos corrobora o que o paciente já relatava.
- E, por fim, os achados de atrito pericárdico e sopro holossistólico apical com irradiação para axila esquerda são fortíssimos indicadores de cardite.
- Juntando a idade escolar, a artrite migratória e, principalmente, a cardite com atrito pericárdico e sopro, o diagnóstico mais provável é febre reumática.
- A presença de atrito pericárdico e sopro holossistólico indica uma cardite de intensidade moderada a grave, o que é crucial para definir a conduta terapêutica.
- Considerando o quadro de febre reumática com cardite grave, precisamos pensar em medicações que controlem a inflamação e protejam o coração.
- Analisando a alternativa B, os anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) são úteis para a artrite, mas não são suficientes para controlar uma cardite grave como a descrita, que tem grande potencial de sequelas.
- A alternativa C sugere diuréticos. Eles seriam indicados apenas se houvesse sinais de congestão cardíaca, como edema pulmonar ou hepatomegalia, o que não é explicitado no enunciado. Não são para todo comprometimento cardíaco.
- Já a alternativa D fala da digoxina. Embora seja um medicamento cardíaco, ela não é fundamental ou obrigatória em todos os casos de cardite reumática e sua indicação é bem específica e individualizada, não sendo a primeira escolha para o controle inflamatório.
- Por fim, a alternativa A está correta. Os glicocorticoides são potentes anti-inflamatórios e são a escolha para controlar o processo inflamatório na febre reumática, especialmente em casos de cardite moderada a grave, como a que temos aqui.
- Em uma criança escolar com artrite migratória e evidências de cardite grave, pense sempre na febre reumática e na necessidade de um tratamento anti-inflamatório potente, como os glicocorticoides.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diretrizes brasileiras para febre reumática — guia de bolsoSBC/SBP/SBR, 2009 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.