Escolar, seis anos de idade, é atendida no pronto atendimento pediátrico com quadro de lesões de pele e intenso prurido. Já apresentou episódios semelhantes nos últimos meses, resolução espontânea com poucos dias. Não está conseguindo dormir e reclama muito de dor em alguns locais que estão avermelhados. Exame físico: grande quantidade de lesões papulares aos pares, com distribuição linear, em membros inferiores, com sinais de escoriação, sem sinais flogísticos. Para o tratamento medicamentoso, está indicado o uso de anti-histamínicos orais
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. A idade da criança é sempre um dado crucial em pediatria, e aqui temos um escolar de seis anos de idade, o que já nos direciona para algumas possibilidades diagnósticas e terapêuticas.
- O quadro principal é de lesões de pele acompanhadas de um prurido bem intenso, que é o que está incomodando a criança e a família.
- É importante notar que esses episódios não são isolados; a criança já teve quadros semelhantes nos últimos meses, o que sugere uma condição recorrente, muitas vezes ligada a fatores ambientais.
- Apesar da recorrência, o enunciado nos diz que houve resolução espontânea em poucos dias, indicando que é uma condição autolimitada e geralmente benigna.
- O prurido é tão intenso que está afetando a qualidade de vida da criança, impedindo-a de dormir e causando dor em algumas áreas avermelhadas, o que justifica a busca por tratamento.
- No exame físico, o achado de lesões papulares aos pares, com distribuição linear, é um dado muito característico e quase patognomônico para um tipo específico de reação cutânea.
- A localização dessas lesões, predominantemente em membros inferiores, também é um dado que reforça a nossa principal hipótese diagnóstica.
- A presença de escoriações é uma consequência direta do prurido intenso, mostrando que a criança coçou bastante as lesões.
- Porém, é fundamental notar que não há sinais flogísticos, ou seja, sem sinais de infecção secundária, o que é crucial para a escolha do tratamento.
- Juntando todos esses dados – criança escolar, lesões papulares pruriginosas aos pares e lineares em membros inferiores, recorrentes, autolimitadas, com escoriações mas sem infecção secundária – o diagnóstico mais provável é o de prurigo estrófulo, uma reação de hipersensibilidade a picadas de insetos.
- O tratamento, portanto, deve focar no alívio do prurido intenso e da inflamação local, sem a necessidade de intervenções mais agressivas, já que não há infecção.
- A alternativa B sugere anti-histamínicos de primeira geração e corticoides orais. Anti-histamínicos de primeira geração são sedativos, e embora possam ajudar no sono, não são a primeira escolha para o prurido durante o dia. Corticoides orais são sistêmicos e não são indicados para uma condição localizada e benigna como o prurigo estrófulo sem infecção grave ou outras complicações.
- A alternativa C propõe anti-histamínicos de segunda geração, corticoides tópicos e antibióticos tópicos. Embora os dois primeiros sejam adequados, a adição de antibióticos tópicos não se justifica, pois o enunciado afirma claramente que não há sinais flogísticos, ou seja, sem infecção secundária.
- A alternativa D combina os erros das anteriores: anti-histamínicos de primeira geração (sedativos e não ideais) e antibióticos tópicos (desnecessários pela ausência de infecção).
- A alternativa A é a correta. Anti-histamínicos de segunda geração são eficazes para o prurido e não causam sedação significativa, permitindo que a criança mantenha suas atividades diárias. Os corticoides tópicos são excelentes para controlar a inflamação local e o prurido nas lesões, sendo a escolha ideal para o tratamento do prurigo estrófulo sem infecção secundária.
- Então, para revisar, uma criança de 6 anos, com lesões papulares aos pares e prurido intenso, pense sempre em prurigo estrófulo e trate com anti-histamínico de segunda geração e corticoide tópico.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Papular urticariaDermNet, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.