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Pediatrando

Menino de 7 anos é levado à sala de emergência pediátrica após apresentar episódios súbitos de palpitações e tontura. Os sintomas começaram há cerca de 30 minutos após uma partida de futebol e pioraram progressivamente. A mãe relata que ele nunca teve episódios semelhantes antes e que, até então, era saudável. Nega histórico de doenças cardíacas conhecidas na família. Ao exame físico a criança apresenta-se pálida, letárgica, FC = 180 bpm, PA: 70/40 mmHg, pulsos finos, extremidades frias, tempo de enchimento capilar de 5 segundos. A monitorização cardíaca mostra:

Imagem da questão — USP-RP R+ 2025, questão 6

Qual é a conduta mais apropriada no manejo deste paciente?

Acento indevido em frias. Concordância nominal com conduta.

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Resposta: A

  1. A) Realizar cardioversão elétrica sincronizada 0,5 J/kg.

    A TV monomórfica com pulso e instabilidade (PA 70/40 mmHg, enchimento de 5 s, letargia) é tratada com cardioversão sincronizada de 0,5 a 1 J/kg, aumentando para 2 J/kg se necessário. A sincronização evita que o choque caia na onda T e desencadeie fibrilação ventricular.

  2. B) Administrar adenosina intravenosa.

    Adenosina é a droga da TSV; na taquicardia de QRS largo regular e monomórfica ela só é considerada no paciente estável, como tentativa diagnóstica. Com hipotensão e má perfusão, não se deve atrasar a cardioversão sincronizada.

  3. C) Iniciar infusão de fluidos intravenosos isotônicos.

    Fluidos não revertem a arritmia: o choque aqui é cardiogênico, causado pela frequência ventricular rápida que reduz o enchimento e o débito. Expansão serve para a taquicardia sinusal por hipovolemia, não para a TV instável.

  4. D) Realizar cardioversão elétrica sem sincronia 2J/Kg.

    Choque não sincronizado de 2 J/kg, depois 4 J/kg, é a desfibrilação usada na parada cardíaca com FV ou TV sem pulso. Com pulso palpável, o choque deve ser sincronizado ao QRS e com energia inicial menor, para não induzir fibrilação ventricular.

Resumo para lembrar

Taquicardia com pulso e comprometimento cardiopulmonar (hipotensão, alteração de consciência, sinais de choque) exige cardioversão elétrica sincronizada: 0,5 a 1 J/kg, subindo para 2 J/kg se não reverter, com sedação se não atrasar o choque. Desfibrilação não sincronizada (2 J/kg, depois 4 J/kg) é para TV sem pulso e fibrilação ventricular.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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