Você realiza a consulta pediátrica pré-natal de uma gestante que relata ter hepatite B crônica, sem sintomas, sem acompanhamento médico regular. Durante a consulta, ela traz exames solicitados pelo obstetra (tabela) e mostra preocupação com o risco de transmissão da hepatite para o bebê. Para minimizar o risco da transmissão vertical da hepatite B para o recém-nascido, qual é a principal medida a ser orientada para esta gestante?
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Resposta: B
A) Utilização de tenofovir pela gestante no terceiro trimestre.
Tenofovir profilático é indicado com HBeAg reagente e/ou HBV-DNA ≥200.000 UI/mL (log 5,3), idealmente a partir da 24ª semana. Esta gestante é HBeAg negativa e anti-HBe positiva, com 48.912 UI/mL e ALT normal: não tem indicação de profilaxia nem de tratamento, mas deve ser acompanhada em serviço especializado.
B) Uso de vacina e imunoglobulina de hepatite B ao nascimento.
Vacina e IGHAHB (0,5 mL IM, em membros diferentes) nas primeiras 12 a 24 h são a principal medida e bastam para esta mãe de menor risco de falha (HBeAg negativo, carga abaixo de 200.000 UI/mL). Após o esquema, o lactente faz HBsAg e anti-HBs a partir dos 9 meses.
C) Contraindicação de aleitamento materno.
A amamentação por mãe HBsAg reagente não é contraindicada, com ou sem antiviral, desde que o RN receba a imunoprofilaxia e não haja lesão da mama nem coinfecção pelo HIV.
D) Resolução da gestação por parto cesariano.
Cesárea não tem redução comprovada da transmissão vertical do HBV e não deve ser indicada com esse objetivo; a via de parto segue a indicação obstétrica.
Resumo para lembrar
Filho de mãe HBsAg reagente recebe vacina de hepatite B e imunoglobulina (IGHAHB) nas primeiras 12 a 24 h, o que previne 90% a 95% das transmissões. Tenofovir a partir de 24 semanas só é indicado com HBeAg reagente ou HBV-DNA ≥200.000 UI/mL (PCDT 2023). Cesárea não reduz a transmissão, e a amamentação é liberada.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.