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Pediatrando

Lactente de 2 meses, no 3º dia de pós-operatório de correção de comunicação interventricular, internado em unidade de terapia intensiva pediátrica. Evoluiu com choque séptico secundário à infecção relacionada a cateter central. Apresenta oligúria há 2 dias, com balanço hídrico positivo, estando em uso de furosemida em dose elevada. Evoluiu para anúria nas últimas 18 horas, sem evidência alcalose metabólica, hipocalemia, hipertensão arterial e edema generalizado. Qual a conduta mais adequada neste momento?

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Resposta: B

  1. A) Priorizar transplante duplo - rim e coração.

    Transplante não é tratamento de lesão renal aguda, que é potencialmente reversível, e a correção de uma CIV não cria indicação de transplante cardíaco. A prioridade é o suporte dialítico enquanto o rim se recupera.

  2. B) Iniciar diálise peritoneal aguda.

    Anúria há 18 horas após dois dias de oligúria, balanço hídrico positivo e falha da furosemida em dose alta, num lactente séptico em pós-operatório cardíaco, indicam diálise. A peritoneal é a preferida nessa idade e cenário: cateter simples, às vezes já posto na cirurgia, sem anticoagulação e com remoção gradual de líquido.

  3. C) Aumentar a dose de furosemida contínua.

    Aumentar a furosemida numa anúria já refratária a doses altas não recupera a diurese, não muda a evolução da lesão renal e acrescenta risco de ototoxicidade. Insistir no diurético só atrasa a diálise e agrava a sobrecarga hídrica.

  4. D) Realização de tomografia de pelve.

    Obstrução pós-renal se afasta com sondagem vesical e ultrassom de rins e vias urinárias à beira do leito; tomografia de pelve não acrescenta nada e exige transportar um lactente instável. A anúria aqui é de causa renal, pela sepse e pela cirurgia cardíaca.

Resumo para lembrar

Lesão renal aguda com anúria, sobrecarga hídrica e falha da furosemida em dose alta indica terapia de substituição renal, sem esperar uremia; hipercalemia, acidose e uremia refratárias também indicam. No lactente após cirurgia cardíaca, a diálise peritoneal é a modalidade mais usada: dispensa acesso vascular e anticoagulação e é bem tolerada mesmo com instabilidade hemodinâmica.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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