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Pediatrando

Menino de 7 anos de idade, com diagnóstico prévio de válvula de uretra posterior, operado em outro serviço no primeiro mês de vida. Família informa que não realiza seguimento especializado após correção cirúrgica, e que evoluiu bem, 1 ano. Por volta de 6 anos de idade, iniciou com queixa de incontinência aos esforços, além de enurese. Nos últimos 4 meses teve dois episódios de infecção urinária, tratados ambulatorialmente. Solicitada ultrassonografia de rins e vias urinárias, que demonstra bexiga de paredes espessadas. No momento está sem queixas de febre ou disúria. Qual a conduta ideal para investigação adicional neste momento?

Trecho embaralhado no PDF: um pedaço da frase seguinte (em outro serviço) entrou no meio da idade. Pontuação trocada no PDF.

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Resposta: C

  1. A) Tomografia computadorizada de pelve.

    Tomografia de pelve expõe à radiação e mostra anatomia, não função vesical: não avalia pressão de enchimento, complacência nem contrações não inibidas, que são o problema provável aqui.

  2. B) Cintilografia renal dinâmica - DTPA.

    Cintilografia dinâmica com DTPA estuda obstrução do trato urinário superior e a função renal relativa. Pode ter papel no seguimento, mas não esclarece a disfunção vesical que causa incontinência, enurese e infecções de repetição.

  3. C) Estudo urodinâmico completo.

    Incontinência aos esforços, enurese, duas ITU em 4 meses e bexiga de paredes espessadas num menino operado de válvula de uretra posterior e sem seguimento sugerem bexiga de válvula. O estudo urodinâmico, de preferência videourodinâmica, mede complacência, pressões e resíduo e define o tratamento que protege os rins.

  4. D) Ultrassonografia da região sacral.

    Ultrassom da região sacral rastreia disrafismo espinhal oculto no lactente de até cerca de 3 meses, antes da ossificação dos arcos posteriores; aos 7 anos exigiria ressonância. Além disso, a causa da disfunção já é conhecida: a válvula de uretra posterior.

Resumo para lembrar

Mesmo após a ablação da válvula de uretra posterior, muitos meninos mantêm disfunção vesical (bexiga de válvula): parede espessada, baixa complacência, hiperatividade ou esvaziamento incompleto, com incontinência, enurese, ITU de repetição e risco de piora da função renal. O estudo urodinâmico orienta o tratamento com micção programada, anticolinérgico ou cateterismo intermitente.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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