Lactente de 32 dias de vida é trazido à consulta no pediatra após recoleta do teste do pezinho para fibrose cística. O primeiro resultado do tripsinogênio imunorreativo (IRT), com 3 dias de vida, foi alterado e o segundo, com 20 dias de vida, foi normal. Qual é a orientação correta para esta família?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Olá! Vamos analisar essa questão de pediatria. Primeiro, vamos destacar os dados importantes do enunciado. Temos um lactente de 32 dias de vida.
- Ele foi trazido à consulta após uma recoleta do teste do pezinho para fibrose cística. Isso já nos direciona para o tema da questão.
- O primeiro resultado do tripsinogênio imunorreativo, ou IRT, com 3 dias de vida, foi alterado. Isso significa que o primeiro teste de triagem deu positivo.
- E o segundo resultado do IRT, com 20 dias de vida, foi normal. Esse é um dado crucial, pois temos um IRT alterado e um IRT normal na recoleta.
- Diante de um protocolo de triagem para fibrose cística que envolve dois IRTs, um alterado e outro normal, e sem nenhuma menção a sintomas clínicos no bebê, a conduta é bem específica.
- A ausência de sintomas é um ponto chave aqui, porque se o bebê tivesse alguma manifestação clínica sugestiva de fibrose cística, a investigação seguiria mesmo com o segundo IRT normal.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa B sugere prosseguir a investigação com dosagem de cloro no suor.
- Essa alternativa está incorreta porque o teste do suor é indicado quando há sintomas ou uma forte suspeita clínica, ou ainda quando a triagem neonatal permanece alterada. Como o segundo IRT foi normal e não há sintomas, não há indicação para o teste do suor neste momento.
- A alternativa C propõe prosseguir a investigação com sequenciamento do gene CRTF.
- Essa opção está incorreta porque o sequenciamento genético não é a próxima etapa automática após uma recoleta normal. Ele é reservado para casos específicos, geralmente após um teste do suor positivo ou quando há uma forte suspeita clínica com outros exames inconclusivos.
- A alternativa D sugere dosar IRT em nova amostra após 30 dias de vida.
- Essa alternativa está incorreta porque o IRT perde sua utilidade diagnóstica após a janela neonatal, que já foi ultrapassada, pois o bebê tem 32 dias. Não devemos repetir o IRT indefinidamente.
- Agora, vamos para a alternativa correta, a alternativa A: Fazer acompanhamento pediátrico de rotina.
- Esta é a orientação correta. De acordo com o protocolo IRT/IRT, se a segunda amostra do IRT é normal e não há suspeita clínica ou sintomas de fibrose cística, a triagem pode ser encerrada. O bebê deve seguir o acompanhamento pediátrico de rotina.
- Então, para revisar rapidamente, uma criança com triagem neonatal para fibrose cística com primeiro IRT alterado e segundo IRT normal, sem sintomas, deve ter a triagem encerrada.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Fibrose cística — diagnóstico precoce e triagem neonatalSBP, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.