Menina, 6 meses, previamente hígida, há uma semana vem apresentando "espasmos", descritos como contrações abruptas seguidas por contrações tônicas com duração de poucos segundos. Conforme a mãe, essas contrações envolvem o tronco e o pescoço, e os braços e as pernas fletem nesses momentos. Os episódios ocorrem predominantemente na fase N1 do sono (sonolência) ou ao despertar. O eletroencefalograma evidenciou hipsarritmia. Considerando as informações apresentadas, é correto afirmar que a paciente apresenta a síndrome
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o enunciado, destacando os pontos mais importantes. Primeiro, a idade: temos uma menina de seis meses.
- Ela vem apresentando um sintoma chave, que são os espasmos.
- A descrição desses espasmos é bem específica: contrações abruptas seguidas por contrações tônicas, durando poucos segundos.
- A mãe descreve que essas contrações envolvem o tronco e o pescoço, com flexão dos braços e pernas, o que nos dá uma ideia do padrão motor.
- É importante notar que os episódios ocorrem predominantemente na fase N1 do sono, ou seja, na sonolência, ou ao despertar.
- E o dado mais decisivo do enunciado é o eletroencefalograma, que evidenciou hipsarritmia.
- Juntando a idade da criança, a descrição dos espasmos e, principalmente, o achado de hipsarritmia no eletroencefalograma, temos uma tríade clássica.
- A hipsarritmia é um padrão de eletroencefalograma caótico e de alta voltagem, que é quase patognomônico quando associado a espasmos infantis.
- Essa combinação de espasmos flexores em salvas, que ocorrem no despertar ou na sonolência, em um lactente de seis meses, e a hipsarritmia no eletroencefalograma, nos leva diretamente a uma síndrome epiléptica específica.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa B, que fala da síndrome de Ohtahara, está incorreta.
- A síndrome de Ohtahara geralmente tem um início muito mais precoce, no período neonatal, e o padrão do eletroencefalograma é de surto-supressão, diferente da hipsarritmia que vimos aqui.
- A alternativa C, que menciona a epilepsia neonatal-infantil familiar autolimitada, também está incorreta.
- Esse tipo de epilepsia autolimitada não costuma cursar com hipsarritmia e, geralmente, tem um prognóstico mais benigno, sem a regressão do desenvolvimento que frequentemente acompanha a síndrome de West.
- A alternativa D, que se refere à síndrome de Dravet, também não se encaixa no quadro.
- A síndrome de Dravet costuma iniciar com crises prolongadas e febris, e o padrão de crises e eletroencefalograma é diferente do que foi descrito no caso.
- Finalmente, a alternativa A, que fala da síndrome dos espasmos epilépticos infantis, também conhecida como síndrome de West, é a correta.
- Todos os dados do enunciado, como os espasmos em salvas, a idade de seis meses e, principalmente, a hipsarritmia no eletroencefalograma, são características clássicas da síndrome de West.
- Então, em uma criança de seis meses, com espasmos em salvas e hipsarritmia no eletroencefalograma, pense sempre na síndrome de West.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Epilepsy syndromes with onset in neonates and infantsILAE, 2022 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.