Menina de 10 anos é levada pela mãe à consulta de rotina. Mãe relata que paciente vem reduzindo a ingesta alimentar e tem se tornado mais seletiva para comer. Paciente queixa-se de que sente dor em região epigástrica durante as refeições e tem a sensação de que os alimentos ficam parados, sendo necessário ingerir líquidos para melhorar essa sensação. De antecedente, paciente com rinite. No exame físico, paciente com perda ponderal de 2 kg em 4 meses. Sem outras alterações. A respeito da principal hipótese diagnóstica e da conduta mais adequada para esse caso, assinale a alternativa correta.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Começando a análise do caso, temos uma menina de dez anos, o que nos coloca em uma faixa etária pediátrica que pode apresentar diferentes doenças esofágicas.
- Ela apresenta uma queixa de dor na região epigástrica durante as refeições, o que já nos alerta para um problema relacionado à alimentação.
- A sensação de que os alimentos ficam parados é um sintoma clássico de disfagia, ou seja, dificuldade para engolir, e também pode indicar impactação alimentar.
- O fato de precisar ingerir líquidos para melhorar essa sensação reforça a presença da disfagia e a dificuldade de progressão do bolo alimentar.
- Um dado muito importante é o antecedente de rinite, que nos aponta para um quadro atópico, um fator de risco significativo para esofagite eosinofílica.
- E a perda ponderal de dois quilos em quatro meses é um sinal de alarme, indicando que há um problema orgânico e não apenas funcional ou comportamental.
- Juntando a disfagia, a impactação alimentar e o antecedente de atopia, a esofagite eosinofílica se torna a principal suspeita diagnóstica neste caso.
- A perda de peso reforça a necessidade de uma investigação orgânica e afasta a ideia de um distúrbio puramente comportamental como primeira hipótese.
- Para confirmar a esofagite eosinofílica, a endoscopia digestiva alta com biópsias seriadas é o padrão ouro, pois permite avaliar a inflamação eosinofílica no esôfago.
- A alternativa A sugere acalasia, que é um diferencial de disfagia, mas o contexto atópico e a impactação alimentar favorecem mais a esofagite eosinofílica.
- A alternativa C propõe esofagite erosiva, mas o aspecto endoscópico isolado não é suficiente para o diagnóstico de esofagite eosinofílica, que exige as biópsias.
- A alternativa D fala em distúrbio alimentar, mas a perda de peso e a disfagia são sinais de alarme orgânicos que precisam ser investigados antes de atribuir a um comportamento alimentar.
- A alternativa B está correta, pois a esofagite eosinofílica é a principal hipótese, e a endoscopia digestiva alta com biópsias seriadas é a conduta diagnóstica adequada para confirmá-la.
- Em uma criança com disfagia, impactação alimentar e histórico de atopia, pense sempre em esofagite eosinofílica.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diagnosis and management of eosinophilic esophagitis in childrenESPGHAN, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.