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Pediatrando

Menina de 10 anos em pós-operatório de apendicite. Após 2 horas da admissão na UTI apresenta: FC- 168 bpm; FR - 50 ipm; rigidez muscular, incluindo espasmo do masseter; T- 41ºC e urina escura. O intensivista faz diagnóstico de HIPERTERMIA MALIGNA. Deve-se administrar:

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Resposta: D

  1. A) Naloxona.

    Naloxona reverte a depressão respiratória, a miose e a sedação causadas por opioides. Não atua no hipermetabolismo muscular da hipertermia maligna, e o quadro aqui é de taquipneia, rigidez e febre, não de depressão respiratória.

  2. B) Sugamadex.

    Sugamadex reverte o bloqueio neuromuscular do rocurônio e do vecurônio. A rigidez da hipertermia maligna vem da liberação descontrolada de cálcio dentro da fibra muscular, que nem os bloqueadores neuromusculares desfazem.

  3. C) Flumazenil.

    Flumazenil antagoniza benzodiazepínicos e pode precipitar convulsões. Não tem papel na hipertermia maligna, que não é causada por sedativos e sim por halogenados ou succinilcolina em pessoa geneticamente suscetível.

  4. D) Dantrolene.

    Dantrolene bloqueia o receptor de rianodina (RYR1) e reduz a saída de cálcio do retículo sarcoplasmático, interrompendo o hipermetabolismo. Dose inicial de 2,5 mg/kg EV, repetida até o controle; depois, 1 mg/kg a cada 4 a 6 h por 24 a 48 h, com hidratação vigorosa pela mioglobinúria.

Resumo para lembrar

A hipertermia maligna é uma reação farmacogenética (em geral mutação do RYR1) a halogenados e succinilcolina: hipercapnia, taquicardia, rigidez com espasmo de masseter, hipertermia, acidose e rabdomiólise com urina escura. Trata-se com dantrolene 2,5 mg/kg EV, repetido até o controle (até 10 mg/kg), suspensão do agente, O2 a 100%, resfriamento e correção da hipercalemia.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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