- A) Aumento dos níveis de CO₂.
Uma criança em crise grave hiperventila e deveria ter PaCO2 baixa; PaCO2 normal ou em elevação, acima de 45 mmHg, indica fadiga e falência respiratória iminente (GINA). Com exaustão ou rebaixamento de consciência apesar de broncodilatador, corticoide e sulfato de magnésio, é indicação de ventilação mecânica.
- B) Manutenção de tiragem após 12 horas de início do tratamento.
Tiragem persistente mostra que a crise ainda não cedeu, mas, sem piora gasométrica ou do nível de consciência, pede otimizar o tratamento (sulfato de magnésio, broncodilatador EV, suporte não invasivo). O tempo de tratamento, isolado, não indica intubação.
- C) Dependência de máscara não reinalante para manter sat.O₂ 94-99%.
Manter SpO2 de 94 a 98% com oxigênio em alta fração ainda é hipoxemia corrigível, explicada pelo distúrbio de ventilação-perfusão da crise. Intubação é para hipoxemia refratária, hipercapnia progressiva ou exaustão, não para a simples necessidade de máscara não reinalante.
- D) Após 6 horas de ventilação não invasiva mesmo com melhora do padrão respiratório.
Se o padrão respiratório melhora na ventilação não invasiva, ela está funcionando e deve ser mantida com desmame gradual. Intubar um asmático em melhora traz riscos altos, como hiperinsuflação dinâmica, barotrauma e hipotensão.
Resumo para lembrar
Na crise grave de asma, a indicação de intubação é clínica e gasométrica: fadiga, rebaixamento de consciência, tórax silencioso, hipoxemia refratária e, sobretudo, PaCO2 normal ou em elevação (acima de 45 mmHg) numa criança taquipneica, sinal de falência respiratória iminente apesar do tratamento máximo. Tiragem persistente ou uso de máscara não reinalante não bastam.