Pré-escolar, masculino, quatro anos de idade, após acidente de transito ficou com sequelas neurológicas irreversíveis. Apresenta o mesmo peso há um ano, demora mais de 40 minutos para se alimentar com dieta pastosa e liquidificada. Apresenta tosse e engasgos frequentes e no último ano foi internado duas vezes por pneumonia aspirativa. Qual é a melhor via para a terapia nutricional?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso dessa criança, que é um pré-escolar de quatro anos de idade.
- Ele tem um histórico importante de acidente de trânsito, que resultou em sequelas neurológicas irreversíveis.
- Um dado preocupante é que ele apresenta o mesmo peso há um ano, o que já nos acende um alerta para o estado nutricional.
- Além disso, a alimentação é um desafio, demorando mais de 40 minutos para se alimentar, mesmo com dieta adaptada.
- A dieta já é pastosa e liquidificada, o que mostra que já houve uma tentativa de adaptação, mas que não está sendo suficiente.
- Os sinais de disfagia são claros, com tosse e engasgos frequentes durante a alimentação.
- E o mais grave é o histórico de duas internações por pneumonia aspirativa no último ano, confirmando o risco e as consequências da disfagia.
- Com todas essas informações, fica claro que temos um quadro de disfagia crônica e grave, associada a um comprometimento nutricional significativo.
- A estagnação ponderal e a ineficácia da alimentação oral, mesmo adaptada, indicam que a via oral não é mais segura nem suficiente para garantir o crescimento e desenvolvimento adequados dessa criança.
- Diante de um problema crônico e com risco de vida, como as pneumonias aspirativas de repetição, precisamos pensar em uma solução de longo prazo para a terapia nutricional.
- A alternativa A sugere a sonda enteral com posicionamento gástrico.
- Essa opção, geralmente uma sonda nasogástrica, é mais apropriada para suporte nutricional temporário, e nosso paciente precisa de uma solução duradoura devido à cronicidade do quadro.
- A alternativa C propõe a sonda enteral com posicionamento pós-pilórico.
- Embora possa ser útil em alguns casos, como refluxo gastroesofágico grave não controlado, não é a primeira escolha para todos os pacientes com disfagia crônica e não há indicação adicional clara aqui.
- A alternativa D menciona a nutrição parenteral.
- A nutrição parenteral é reservada para situações em que o trato gastrointestinal não está funcionante, o que não é o caso aqui, já que o intestino do paciente parece estar íntegro.
- Por fim, a alternativa B indica a gastrostomia.
- Esta é a via de escolha para terapia nutricional de longo prazo em pacientes com disfagia crônica e risco de aspiração, como o nosso pré-escolar, permitindo um plano de nutrição adequado e seguro.
- Então, em uma criança com sequelas neurológicas e disfagia crônica que leva a pneumonias aspirativas e estagnação ponderal, pense sempre na gastrostomia como a melhor via de suporte nutricional de longo prazo.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Manual de suporte nutricional — 2ª ediçãoSBP, 2021 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.