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Pediatrando

Pré-escolar, dois anos, internado por traumatismo crânio encefálico está em uso de sonda para nutrição enteral há 7 semanas. Qual a conduta a ser tomada neste momento?

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Resposta: B

  1. A) Avaliar o uso de nutrição parenteral.

    O trato gastrointestinal está funcionante; a parenteral traz risco de infecção de cateter, colestase e atrofia intestinal e só se indica quando a via enteral é impossível ou insuficiente.

  2. B) Solicitar gastrostomia endoscópica.

    Sete semanas de sonda ultrapassam o limite de 4 a 6 semanas aceito para sondas nasoenterais; a criança com TCE grave deve receber gastrostomia endoscópica percutânea, mais segura e confortável, que evita sinusite, lesão de asa nasal, esofagite e deslocamentos.

  3. C) Manter a sonda se estiver ganhando peso.

    Ganho de peso confirma que a nutrição enteral funciona, mas não altera a indicação de trocar a via: o problema da sonda prolongada são as complicações locais e o desconforto, independentemente da evolução ponderal.

  4. D) Considerar jejunostomia após 10 semanas.

    Jejunostomia é reservada a intolerância gástrica, gastroparesia ou refluxo grave com aspiração e não tem marco temporal de 10 semanas; a via de eleição é gástrica, e o prazo para trocar a sonda já foi ultrapassado.

Resumo para lembrar

Sonda nasogástrica ou nasoenteral é via de curto prazo: quando a nutrição enteral vai durar mais de 4 a 6 semanas, indica-se gastrostomia, de preferência endoscópica percutânea, que evita lesões nasais e esofágicas, deslocamentos e piora do refluxo. Nutrição parenteral só quando o trato digestivo não pode ser usado.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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