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Pediatrando

Pré-escolar, três anos, feminina, é levada ao pronto-socorro após episódio de engasgo súbito enquanto brincava. Os pais não souberam identificar o objeto ingerido. A criança encontra-se estável, mas com discreto aumento da salivação. RX da região esofágica mostra imagem de corpo estranho radiopaco, circular e bem delimitado, com aspecto de duplo anel. A conduta indicada é:

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Resposta: D

  1. A) Repetir o RX em 12 horas, aguardando evolução clínica do quadro.

    Cada hora com a bateria no esôfago aprofunda a lesão de mucosa; repetir a radiografia em 12 horas admite necrose transmural e perfuração, e só cabe controle radiográfico em bateria que já passou ao estômago em criança assintomática.

  2. B) Observar em jejum por 24 horas, pois é provável a eliminação espontânea.

    Eliminação espontânea pode ser aguardada para moedas no estômago ou baterias pequenas já gástricas, mas a bateria retida no esôfago não migra sozinha e precisa sair em até 2 horas da ingestão.

  3. C) Manter apenas tratamento clínico de suporte, sem necessidade de intervenção.

    Não há tratamento clínico para bateria esofágica; mel ou sucralfato a cada 10 minutos até a endoscopia só atenuam a lesão enquanto a remoção é organizada, e não a substituem.

  4. D) Identificar a gravidade do caso e proceder a remoção endoscópica imediata.

    O duplo anel diferencia bateria de moeda e define emergência: remoção endoscópica imediata (idealmente até 2 horas), com avaliação da mucosa sob anestesia e vigilância posterior de complicações tardias como fístula, estenose e sangramento.

Resumo para lembrar

Corpo estranho radiopaco circular com sinal do duplo anel na radiografia é bateria de botão; alojada no esôfago, causa necrose por corrente elétrica e hidróxido em 2 horas, com risco de perfuração e fístula aortoesofágica. Remoção endoscópica emergencial, sem esperar sintomas; moeda pode ser observada, bateria nunca.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.