Lactente, 9 meses, previamente hígido, é atendido em unidade básica de saúde após contato domiciliar íntimo com um irmão mais velho diagnosticado com sarampo, confirmado laboratorialmente. Apresenta apenas coriza leve. O cartão vacinal está em dia, sem registro de vacina contra sarampo. De acordo com as atuais diretrizes do Ministério da Saúde e da SBP, a conduta recomendada é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos um lactente de nove meses, o que é uma idade muito importante para a profilaxia pós-exposição ao sarampo.
- Ele era previamente hígido, ou seja, não tinha nenhuma doença de base que pudesse complicar a conduta ou a resposta imunológica.
- O dado mais relevante é o contato domiciliar íntimo com um irmão mais velho diagnosticado com sarampo. Isso configura uma exposição de alto risco a uma doença confirmada laboratorialmente.
- Apesar do contato, ele apresenta apenas coriza leve, o que sugere que ele ainda não desenvolveu a doença ou está em fase prodrômica muito inicial, mas não tem sarampo ativo com exantema, por exemplo.
- E, por fim, o cartão vacinal está em dia, mas sem registro de vacina contra sarampo. Isso significa que ele é suscetível à doença e precisa de proteção.
- Com base nesses dados, um lactente de nove meses, hígido, com contato de sarampo e sem vacinação prévia, precisa de profilaxia pós-exposição. A idade de seis a onze meses é crucial para a conduta.
- A diretriz para essa faixa etária, de seis a onze meses, é o bloqueio vacinal com a vacina tríplice viral, idealmente nas primeiras setenta e duas horas após o contato.
- Essa dose de bloqueio é considerada uma dose extra, ou dose zero, e não substitui as doses do calendário de rotina, que devem ser administradas posteriormente.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa A sugere administrar imunoglobulina humana e adiar a vacinação até os quinze meses de idade.
- Essa conduta está incorreta porque a imunoglobulina é reservada para grupos específicos que não podem receber a vacina, como menores de seis meses, gestantes suscetíveis ou imunodeprimidos graves. Nosso paciente tem nove meses e é hígido, então a vacina é a melhor opção.
- A alternativa C propõe manter observação clínica, indicar uma dose de vitamina A e aguardar a idade de doze meses para iniciar a vacinação de rotina.
- Essa alternativa está incorreta porque a vitamina A é um tratamento para quem já tem sarampo, para reduzir a gravidade e a mortalidade, e não uma profilaxia pós-exposição. Além disso, esperar até os doze meses deixaria o lactente desprotegido em um período de alto risco para complicações do sarampo.
- A alternativa D sugere administrar imediatamente uma dose da vacina tríplice viral e programar mais uma dose aos doze meses de idade.
- Embora a primeira parte esteja correta, a programação está incompleta. A dose feita antes dos doze meses não conta como a primeira dose do calendário de rotina, devido à possível interferência de anticorpos maternos. Portanto, após essa dose de bloqueio, ainda são necessárias as duas doses de rotina: uma aos doze meses e outra aos quinze meses, geralmente com a tetraviral.
- Finalmente, a alternativa B afirma para administrar uma dose da vacina tríplice viral agora e programar duas doses adicionais após doze meses de idade.
- Esta é a conduta correta. A dose imediata da vacina tríplice viral serve como bloqueio vacinal pós-exposição para lactentes de seis a onze meses. Como essa dose não conta para o esquema de rotina, o paciente precisará de mais duas doses: uma aos doze meses (tríplice viral) e outra aos quinze meses (tetraviral), completando o esquema vacinal recomendado.
- Para revisar rapidamente, criança de seis a onze meses, com contato de sarampo e sem vacina, pense sempre em bloqueio vacinal com a tríplice viral e a necessidade de completar o esquema de rotina depois.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Calendário Técnico Nacional de VacinaçãoMinistério da Saúde, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.