Pular para o conteúdo
Pediatrando

Recém-nascido, sexo feminino, 2 dias de vida, foi transferido do alojamento conjunto para a uti neonatal devido a desconforto respiratório iniciado há poucas horas. Trata-se de criança nascida de termo (38 semanas), parto vaginal, Apgar 9/9, sem necessidade de manobras de reanimação. Na avaliação atual, apresenta cianose central persistente (SatO2 82% em ar ambiente), sem desconforto respiratório. Ausculta cardíaca com sopro sistólico e pulsos normais. Saturação pré-ductal: 83%; pós-ductal: 80%. Gasometria arterial: pO2 44 mmHg (referência: > 60 mmHg) após 10 min de oferta de oxigênio a 100%. Radiografia de tórax: campos bem expandidos, área cardíaca normal. Quais são o diagnóstico mais provável e a conduta inicial correspondente?

Ver o gabarito comentado

Resposta: A

  1. A) Cardiopatia congênita cianótica - iniciar infusão de prostaglandina.

    Hipoxemia pouco responsiva ao oxigênio exige considerar cardiopatia cianótica e manter canal quando indicado.

  2. B) Persistência da circulação fetal iniciar ventilação mecânica imediata.

    Hipertensão pulmonar é diferencial, mas ventilação invasiva não é automática sem avaliar necessidade.

  3. C) Síndrome do desconforto respiratório – iniciar CPAP.

    Pulmões bem expandidos sem padrão típico tornam deficiência de surfactante menos provável.

  4. D) Taquipneia transitória – manter O2 sob cateter nasal.

    Taquipneia transitória não explica tão bem hipoxemia refratária importante.

Resumo para lembrar

Cianose neonatal desproporcional ao desconforto exige investigar cardiopatia. Prostaglandina pode ser necessária diante de suspeita ducto-dependente, com monitorização.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

Reportar
Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

Questões do mesmo tema