Criança de 7 anos apresenta dor abdominal recorrente, prurido anal noturno e perda ponderal discreta. O exame físico revela palidez e leve distensão abdominal. A mãe relata visualização de pequenos “vermes brancos” nas fezes. Com base nas manifestações clínicas e nas principais parasitoses intestinais, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico provável e o tratamento recomendado:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o enunciado, que nos traz informações cruciais para o diagnóstico.
- A idade de sete anos é importante, pois algumas parasitoses são mais prevalentes em crianças em idade escolar, como é o caso aqui.
- Ela apresenta dor abdominal recorrente, que é um sintoma comum em muitas parasitoses intestinais, mas não é específico.
- Este dado, prurido anal noturno, é um achado muito, muito sugestivo e direciona bastante o nosso raciocínio.
- A perda ponderal discreta indica que há algum comprometimento nutricional, o que pode acontecer em infecções parasitárias crônicas.
- No exame físico, a palidez pode sugerir anemia, que é uma complicação de algumas parasitoses, e a leve distensão abdominal reforça a queixa gastrointestinal.
- E aqui está o dado mais importante, a mãe relata a visualização de pequenos vermes brancos nas fezes, o que é um sinal patognomônico para uma parasitose específica...
- Juntando o prurido anal noturno com a visualização desses pequenos vermes brancos nas fezes, o nosso diagnóstico provável se torna muito claro, não é mesmo?
- Esses dois achados são clássicos da enterobíase, também conhecida como oxiurose, onde a fêmea migra para a região perianal à noite para depositar os ovos, causando o prurido.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas.
- A alternativa A sugere giardíase e tratamento com albendazol por três dias.
- A giardíase é causada por um protozoário, não por vermes visíveis, e o tratamento preferencial não é albendazol por três dias, mas sim metronidazol, tinidazol ou secnidazol.
- A alternativa B propõe ancilostomíase e tratamento com metronidazol por sete dias.
- A ancilostomíase não causa prurido anal e o metronidazol não é eficaz contra helmintos, sendo o tratamento com albendazol em dose única.
- A alternativa C menciona ascaridíase e tratamento com ivermectina em dose única.
- A ascaridíase não causa prurido anal e, embora a ivermectina seja uma opção, a primeira escolha é albendazol ou mebendazol.
- A alternativa D sugere estrongiloidíase e tratamento com pirvínio em dose única.
- A estrongiloidíase não apresenta vermes visíveis nas fezes e o pirvínio é específico para Enterobius, não para Strongyloides, que é tratado com ivermectina.
- Finalmente, a alternativa E, que menciona enterobíase e tratamento com mebendazol em dose única, repetindo após quinze dias, é a nossa resposta correta.
- O prurido anal noturno e a visualização de pequenos vermes brancos são achados clássicos da enterobíase, e o tratamento com mebendazol em dose única, repetido após duas semanas, é o esquema recomendado para atingir os vermes que eclodiram dos ovos.
- Então, criança em idade escolar, com prurido anal noturno e visualização de pequenos vermes brancos nas fezes, pense sempre em enterobíase.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Clinical overview of pinworm infectionCDC, versão online · conferida em 28/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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