- A) IgE total.
IgE total avalia atopia e não participa do angioedema hereditário, que é mediado por bradicinina e não por histamina. Por isso não há urticária nem prurido, e as crises não respondem a anti-histamínico nem a corticoide.
- B) Eletroforese de proteínas.
A eletroforese de proteínas avalia frações globulínicas (como a hipogamaglobulinemia) e não detecta de forma confiável a falta ou a disfunção do C1 inibidor; não serve para a triagem.
- C) Dosagem de C1 esterase inibidor e C4.
C4 baixo com C1 inibidor quantitativo baixo define o tipo 1 (cerca de 85%); C1 inibidor normal ou alto, mas com função reduzida, define o tipo 2. Com C4 e C1 inibidor normais e quadro típico, pensa-se no angioedema hereditário com C1 inibidor normal, investigado por genética. A crise laríngea se trata com concentrado de C1 inibidor ou icatibanto.
- D) Teste cutâneo para alérgenos.
Testes cutâneos detectam sensibilização IgE a alérgenos, úteis no angioedema alérgico com urticária. Sem urticária, com herança familiar e edema de laringe grave, o mecanismo é a bradicinina, e esses testes não ajudam.
Resumo para lembrar
Angioedema recorrente sem urticária nem prurido, com edema de laringe e história familiar (herança autossômica dominante), sugere angioedema hereditário por deficiência de C1 inibidor, mediado por bradicinina. A triagem é o C4, baixo na maioria mesmo fora das crises, com dosagem e função do C1 inibidor. Não responde a anti-histamínico, corticoide nem adrenalina.