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Pediatrando

Paciente de 4 meses e 7 dias com história de febre, mal-estar, irritabilidade, choro e após início de convulsões é internado com suspeita de neurológica constado alterações no líquor e com meningoencefalite com leucócitos 85 células/mm3, proteína 35 mg/dl, glicose 50 mg/dl, bacterioscopia negativa, cultura negativa. De antecedentes pessoais, nascido a termo, sem intercorrências ao nascimento, apgar 9/10, PN 2890, a termo, altura 50 cm. Aleitamento materno exclusivo. Vacinação em dia e comprovado conforme o programa nacional de imunização inclusive a dose de 4 meses. Bom desenvolvimento neuropsicomotor e peso adequados. Paciente foi avaliada e não identificado outras condições que justificassem a causa de encefalopatia. Com este caso, assinale a alternativa correta com relação ao prosseguimento das vacinas:

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Resposta: A

  1. A) Realizar a vacina dT com 6 meses e com 15 meses dT e 4 anos dT e a cada 10 anos dT.

    Sem outra causa para a encefalopatia após a dose dos 4 meses, o componente pertussis fica contraindicado em todas as doses seguintes, e o esquema segue só com toxoides diftérico e tetânico aos 6 e 15 meses e aos 4 anos, depois dT a cada 10 anos. Até os 6 anos usa-se a dupla infantil (DT), que a prova escreve como dT; Hib, hepatite B e VIP continuam separadas.

  2. B) Realizar a vacina dT com 6 meses e com 15 meses dTP acelular e 4 anos dT e a cada 10 anos dT.

    Reintroduz pertussis acelular aos 15 meses. A DTPa é a alternativa após convulsão ou episódio hipotônico-hiporresponsivo, mas a encefalopatia nos 7 dias pós-vacina contraindica também a vacina acelular.

  3. C) Realizar a vacina dT com 6 meses e com 15 meses dT e 4 anos dT e a cada 10 anos dTP acelular.

    Mantém a dupla bacteriana até os 4 anos, mas volta ao componente pertussis nos reforços decenais com dTpa. A contraindicação por encefalopatia pós-vacinal vale também para a dTpa, e os reforços seguem com dT.

  4. D) Realizar a vacina dTP acelular com 6 meses e com 15 meses e com 4 anos dT e a cada 10 anos dTP acelular.

    Usa DTPa aos 6 e 15 meses e dTpa nos reforços, expondo a criança de novo ao componente pertussis, que fica contraindicado após encefalopatia pós-vacinal, mesmo na forma acelular.

Resumo para lembrar

Encefalopatia aguda nos 7 dias após vacina com componente pertussis contraindica qualquer dose futura com pertussis, inclusive acelular (DTPa, dTpa). O esquema segue com dupla infantil (DT) até os 6 anos e dT a partir dos 7, a cada 10 anos, com Hib e hepatite B isoladas. Após convulsão ou episódio hipotônico-hiporresponsivo, a troca é pela DTPa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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