Depende do ECG (figura) que não veio no arquivo; pelo quadro clínico só se afirma taquicardia supraventricular, e o diagnóstico de Wolff-Parkinson-White exige ver a pré-excitação no traçado. A figura desta questão ainda não está disponível no aplicativo. Esta questão está disponível para estudo, sem entrar na taxa de acertos.
Adolescente, masculino, 12 anos é levado à emergência por tosse e dificuldade de respirar. Relata dois episódios iguais em quatro meses, com "sensação do coração estar saindo pela boca". Nega desmaios ou síncopes. HPP: asma controlada. Exame físico: algo agitado, olhar ansioso ACV: FC; 220 bpm, PA: 120 x 70 mm Hg, enchimento capilar: 2 segundos. AR: FR: 48 irpm, sibilos bilaterais. Abdômen: fígado e baço não palpados. Foi inicialmente tratado com broncodilatador inalatório com melhora da tosse, mas persistindo o mal-estar. Um ECG foi obtido e o diagnóstico é:
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Resposta: D
A) Taquicardia sinusal.
Taquicardia sinusal tem FC variável, em geral abaixo de 200 bpm no adolescente, com causa evidente (febre, hipovolemia, beta-agonista); 220 bpm fixos, de início súbito e recorrente, não cabem nesse diagnóstico.
B) Bloqueio Mobitz tipo I.
Bloqueio AV Mobitz I é distúrbio de condução com PR progressivamente maior até uma onda P bloqueada; causa pausas ou bradicardia, nunca 220 bpm.
C) Taquicardia ventricular monomórfica.
Taquicardia ventricular monomórfica tem QRS largo, em geral com cardiopatia ou canalopatia e instabilidade; palpitações recorrentes em paciente estável e sem cardiopatia favorecem origem supraventricular, mas só o traçado separa QRS estreito de largo.
D) Síndrome de Wolff-Parkinson-White.
Palpitações paroxísticas recorrentes a 220 bpm em adolescente estável são taquicardia por reentrada, cujo substrato mais comum é a via acessória de Wolff-Parkinson-White; o ECG (não anexado) mostraria taquicardia regular e, após reversão, PR curto e delta.
Resumo para lembrar
FC acima de 220 bpm no lactente ou 180 na criança maior, súbita, com QRS estreito e sem variabilidade, é taquicardia supraventricular; a sinusal raramente passa de 200 e tem causa evidente. A via acessória (Wolff-Parkinson-White) é o substrato mais comum e aparece no ECG basal como PR curto com onda delta.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.