Um bebê de 6 meses apresenta taquicardia com QRS estreito e FC: 280 bpm. Perfusão preservada. A melhor conduta, nesse momento, é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o enunciado. O primeiro dado importante é que se trata de um bebê de 6 meses, o que nos situa na faixa etária de lactente, com particularidades fisiológicas e de manejo.
- Em seguida, o enunciado nos diz que ele apresenta taquicardia com QRS estreito. Isso é crucial porque um QRS estreito, ou seja, menor que 0,08 segundos, aponta para uma taquicardia supraventricular, que tem um algoritmo de tratamento específico.
- A frequência cardíaca é de 280 batimentos por minuto. Para um bebê de 6 meses, essa frequência é muito elevada e reforça o diagnóstico de taquicardia supraventricular, que geralmente cursa com frequências acima de 220 batimentos por minuto em lactentes.
- Por último, e muito importante, a perfusão está preservada. Isso significa que o bebê está hemodinamicamente estável, sem sinais de choque, o que nos permite adotar uma abordagem inicial menos agressiva.
- Juntando a idade do bebê, a frequência cardíaca de 280 batimentos por minuto e o QRS estreito, temos o diagnóstico de taquicardia supraventricular.
- Como a perfusão está preservada, o bebê está hemodinamicamente estável, o que nos permite iniciar com medidas menos invasivas antes de partir para intervenções mais complexas.
- Analisando as alternativas, a letra B propõe o uso de lidocaína. A lidocaína não é a primeira escolha para taquicardia supraventricular, sendo mais utilizada para arritmias ventriculares específicas.
- A alternativa C sugere amiodarona intravenosa. A amiodarona é uma opção para taquicardia supraventricular, mas é considerada uma alternativa mais especializada, usada quando as medidas iniciais falham ou em casos refratários.
- A alternativa D fala em cardioversão sincronizada. A cardioversão sincronizada seria a conduta prioritária se o bebê estivesse instável, ou seja, com a perfusão comprometida, ou se as medidas iniciais não funcionassem. Mas aqui, a perfusão está preservada, indicando estabilidade.
- Já a alternativa E propõe verapamil intravenoso. O verapamil intravenoso é contraindicado em lactentes, pois pode causar colapso cardiovascular grave nessa faixa etária, então devemos evitá-lo.
- Portanto, a alternativa correta é a A. Para uma taquicardia supraventricular em um bebê estável, a primeira linha de tratamento são as manobras vagais. Se elas não resolverem, a próxima etapa é a administração rápida de adenosina intravenosa, conforme o protocolo.
- Em uma criança com taquicardia supraventricular e estabilidade hemodinâmica, pense sempre em manobras vagais seguidas de adenosina.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Pediatric Advanced Life Support — diretrizes 2025AHA/AAP, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.