Lactente, 6 meses de idade, é levado à emergência com história de febre há 1 dia, coriza hialina, tosse seca e recusa alimentar. Exame físico: irritado, sudoreico, taquicárdico (FC 210 bpm), febril (38°C), enchimento capilar de 5 segundos e pulsos periféricos com amplitude reduzida. ECG mostrado abaixo:

Nesse caso está indicado:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, vamos olhar a idade. Um lactente de 6 meses tem parâmetros vitais diferentes de uma criança maior, e isso é crucial para avaliar a gravidade.
- Os sintomas iniciais, como febre, coriza e tosse, são bem inespecíficos e comuns em infecções virais, mas a recusa alimentar já é um sinal de alerta.
- A irritabilidade e a sudorese já nos mostram que a criança não está bem, indicando um quadro mais grave do que uma simples virose.
- A frequência cardíaca de 210 batimentos por minuto em um lactente de 6 meses é extremamente alta e foge do padrão de taquicardia sinusal esperada para febre, levantando a suspeita de uma taquiarritmia.
- A febre de 38 graus Celsius está presente, mas não é suficiente para explicar a taquicardia tão acentuada e os outros sinais de má perfusão.
- O enchimento capilar prolongado em 5 segundos e os pulsos periféricos reduzidos são achados muito importantes, indicando claramente um quadro de choque e má perfusão tecidual.
- O ECG é fundamental para identificar o tipo de arritmia e guiar a conduta, confirmando a suspeita de taquiarritmia que já tínhamos pelos sinais clínicos.
- Juntando todos esses dados, temos um lactente com uma taquicardia muito elevada, que não é justificada apenas pela febre, e que apresenta sinais claros de instabilidade hemodinâmica e má perfusão, como irritabilidade, sudorese, enchimento capilar prolongado e pulsos reduzidos.
- Este quadro clínico é altamente sugestivo de uma taquiarritmia instável, que está causando o choque e a má perfusão.
- Em casos de taquiarritmia com instabilidade hemodinâmica, a intervenção imediata para reverter a arritmia é crucial para salvar a vida do paciente.
- A desfibrilação é um choque não sincronizado, usado para ritmos específicos sem pulso, o que não é o caso aqui, já que o paciente tem pulsos, mesmo que reduzidos.
- A expansão volêmica não vai corrigir a arritmia que está causando a instabilidade. Ela pode até ser tentada em alguns casos de choque, mas não é a solução primária para uma taquiarritmia instável.
- Tratar a febre isoladamente com um antitérmico intravenoso não resolverá a má perfusão e a instabilidade hemodinâmica causadas pela taquiarritmia. É um tratamento sintomático que não aborda a causa principal.
- A cardioversão sincronizada é a conduta de escolha para taquiarritmias com pulso e sinais de instabilidade hemodinâmica, como os apresentados pelo lactente. A sincronização é importante para evitar a aplicação do choque durante a repolarização ventricular, o que poderia induzir uma arritmia mais grave.
- Criança com taquicardia extrema e sinais de choque, pense sempre em taquiarritmia instável e na necessidade de cardioversão sincronizada.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Pediatric Advanced Life Support — diretrizes 2025AHA/AAP, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.