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Pediatrando

Criança de 4 anos, previamente hígida, chega ao pronto-atendimento com febre alta (39,3 °C), tosse seca, mialgia intensa e prostração há 24 horas. Vive em área com circulação documentada de Influenza. A mãe relata início súbito dos sintomas. Ao exame: taquipneia leve, taquicardia, boa perfusão periférica e saturação de O2 de 95% em ar ambiente. Não há sinais de desconforto respiratório importante. O teste rápido para Influenza não está disponível. Considerando as diretrizes de manejo clínico e vigilância do Ministério da Saúde, a conduta mais adequada é:

Símbolo de grau perdido na transcrição da prova. Acento ausente em nasofaríngeo.

Atenção

Pelo guia do Ministério da Saúde (2023), crianças menores de 5 anos têm fator de risco para complicações da influenza, e a síndrome gripal nelas indica oseltamivir imediato mesmo sem sinais de gravidade. Para esta criança de 4 anos, B é mais defensável que C, o gabarito divulgado. Esta questão está disponível para estudo, sem entrar na taxa de acertos.

Ver o gabarito comentado

Resposta: C

  1. A) Coletar swab nasofaríngeo para RT-PCR e aguardar confirmação etiológica antes de iniciar antiviral, visto tratar-se de criança previamente hígida e estável.

    Aguardar o RT-PCR para começar o antiviral contraria o Ministério da Saúde: quando indicado, o oseltamivir começa pela suspeita clínica, e o benefício é maior nas primeiras 48 horas. A coleta de swab serve à vigilância, mas não deve atrasar o tratamento.

  2. B) Iniciar oseltamivir imediatamente, independentemente de confirmação laboratorial, considerando o período de circulação viral, mesmo sem critérios de gravidade.

    Pelo guia do Ministério da Saúde (2023), crianças menores de 5 anos têm fator de risco para complicações, e toda síndrome gripal nesse grupo recebe oseltamivir imediato, sem confirmação laboratorial, mesmo sem gravidade e em atendimento ambulatorial; o motivo é a idade, não apenas a circulação viral. É a conduta mais defensável para esta criança de 4 anos, embora o gabarito da prova seja C; a dose é 30 mg (até 15 kg) ou 45 mg (de 15 a 23 kg) de 12 em 12 horas por 5 dias.

  3. C) Classificar como síndrome gripal sem critérios de gravidade, instituir tratamento sintomático e orientar retorno imediato se surgirem sinais de agravamento.

    É o gabarito da prova: classificar como síndrome gripal sem sinais de gravidade está certo, e sintomáticos com orientação de retorno é a conduta do Ministério da Saúde para quem não tem fatores de risco. Mas a criança tem 4 anos, e menores de 5 anos estão na lista de fatores de risco do guia de 2023, o que indica oseltamivir; sem o antiviral, a conduta fica incompleta.

  4. D) Iniciar oseltamivir após 48 horas de sintomas se houver persistência da febre ou aparecimento de sinais de comprometimento do trato respiratório inferior.

    Esperar 48 horas de sintomas para iniciar o antiviral inverte a lógica: o benefício é maior quanto mais cedo, de preferência nas primeiras 48 horas. Sinais de agravamento, como desconforto respiratório ou saturação abaixo de 95%, indicariam oseltamivir imediato e internação.

Resumo para lembrar

Pelo guia do Ministério da Saúde (2023), crianças menores de 5 anos estão entre os grupos com fatores de risco para complicações da influenza: síndrome gripal nelas indica oseltamivir imediato, de preferência nas primeiras 48 horas, sem esperar exame e independentemente da vacinação, mesmo em atendimento ambulatorial.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

Comentário atualizado em

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