Um lactente de 5 meses apresenta abaulamento em região inguinal direita há 7 horas, com choro inconsolável e intenso, além de náuseas e vômitos. Ao exame físico, apresenta massa inguinal tensa, dolorosa e não redutível à palpação suave. O abdome é globoso, mas sem dor à descompressão e sem alterações de coloração da pele. O diagnóstico mais provável e a respectiva conduta são:
Crase ausente no enunciado original.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Começando a analisar o caso, temos um lactente de cinco meses, e essa idade é super importante para pensarmos nas patologias mais comuns nesse grupo.
- Ele apresenta um abaulamento na região inguinal direita, e isso já está acontecendo há sete horas.
- O choro é inconsolável e intenso, o que nos indica que o bebê está com muita dor.
- Além disso, ele tem náuseas e vômitos, que são sintomas que podem sugerir uma obstrução.
- No exame físico, a gente encontra uma massa inguinal que é tensa, dolorosa e, o mais importante, não é redutível à palpação suave.
- O abdome está globoso, mas sem dor à descompressão e sem alterações na coloração da pele, o que é um dado importante para avaliar a gravidade do quadro.
- Juntando todos esses achados, um lactente com massa inguinal tensa, dolorosa, não redutível, e com vômitos, nos leva a pensar em uma condição específica e grave.
- A principal hipótese aqui, até que se prove o contrário, é uma hérnia inguinal encarcerada.
- O fato de não ter sinais de peritonite ou alterações na pele, como eritema, nos dá uma janela para uma conduta inicial menos invasiva.
- Vamos analisar a alternativa A. Orquiepididimite com celulite inguinal é uma condição rara em lactentes e, quando ocorre, a dor e o edema são mais escrotais, não uma massa inguinal irredutível.
- A alternativa B sugere linfadenite inguinal. Uma linfadenite geralmente se apresenta como um nódulo firme, muitas vezes com febre e eritema, e costuma ter uma porta de entrada em membros inferiores, o que não vemos aqui.
- Já a alternativa D fala em hidrocele comunicante. Uma hidrocele é indolor, transiluminável, e não causa vômitos ou choro inconsolável como no nosso caso.
- Além disso, esperar vinte e quatro horas em um caso de hérnia encarcerada, como sugere a alternativa D, é um risco muito grande de isquemia intestinal ou testicular.
- Portanto, a alternativa C, que propõe hérnia inguinal encarcerada, é a que melhor se encaixa com o quadro clínico do nosso paciente.
- A conduta de redução manual sob sedoanalgesia é a primeira linha, já que não há sinais de estrangulamento ou peritonite, e a cirurgia será programada para depois que o edema regredir.
- Então, criança de cinco meses com massa inguinal tensa, dolorosa e irredutível, com vômitos, pense sempre em hérnia inguinal encarcerada.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Indirect inguinal hernia — pre-referralRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 24/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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