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Pediatrando

Criança de 4 anos, previamente saudável, é levada a uma Unidade de Pronto Atendimento após início súbito de dificuldade respiratória, estridor inspiratório intenso, sialorreia, postura sentada em tripé, aspecto tóxico e rebaixamento de nível de consciência. A mãe relata que a criança estava bem até poucas horas antes do episódio. Ao exame: FC 160 bpm; FR 50 irpm; SatO₂ 86% em ar ambiente; temperatura axilar 40 °C. A criança apresenta piora da dispneia à manipulação. Qual é a principal hipótese diagnóstica nesse caso?

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Resposta: C

  1. A) Laringite aguda.

    A laringite viral tem pródromo catarral de 1 a 3 dias, tosse metálica, febre baixa e criança sem toxemia; não cursa com sialorreia e postura em tripé instaladas em poucas horas.

  2. B) Obstrução por corpo estranho.

    Corpo estranho provoca início súbito de tosse e estridor em criança afebril, com história de engasgo; febre de 40 °C e aspecto tóxico apontam para infecção.

  3. C) Epiglotite aguda.

    Febre alta abrupta, toxemia, estridor, sialorreia por disfagia e tripé em criança de 4 anos configuram epiglotite (Hib em não vacinados, S. aureus e estreptococos): não examinar a orofaringe, garantir via aérea em centro cirúrgico e depois ceftriaxona.

  4. D) Pneumonia bacteriana.

    Pneumonia produz taquipneia, tosse e estertores, não estridor inspiratório nem sialorreia; a obstrução aqui é de via aérea superior.

Resumo para lembrar

Epiglotite: início abrupto de febre alta, toxemia, estridor, sialorreia, disfagia e posição em tripé, sem tosse metálica. É emergência de via aérea: não manipular a orofaringe, manter a criança calma e garantir a via aérea em ambiente controlado antes de qualquer exame; depois, ceftriaxona.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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