Durante consulta de rotina, o pediatra não consegue palpar o testículo direito na bolsa escrotal de um menino de 1 ano e 6 meses, e ainda observa hipotrofia da bolsa testicular correspondente. Considerando o diagnóstico de criptorquidia, assinale a alternativa correta em relação às informações que devem ser dadas à família.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. O enunciado nos apresenta um menino de um ano e seis meses. Essa idade é super importante porque define o momento ideal para a intervenção na criptorquidia.
- O pediatra não consegue palpar o testículo direito na bolsa escrotal. Esse é o achado principal que nos leva ao diagnóstico.
- Além disso, é observada hipotrofia da bolsa testicular correspondente. Esse detalhe reforça ainda mais o diagnóstico de que o testículo não está ali.
- E, para fechar, o enunciado já nos dá o diagnóstico: criptorquidia. Então, não precisamos nos preocupar em diagnosticar, mas sim em orientar.
- Com um menino de um ano e seis meses e o diagnóstico de criptorquidia já estabelecido, sabemos que a descida espontânea é muito improvável. A idade de um ano e seis meses já está no limite superior do período recomendado para a correção cirúrgica.
- Portanto, a conduta para este caso é o encaminhamento para a correção cirúrgica, que idealmente deveria ser concluída até os doze a dezoito meses de idade. A questão pede as informações que devem ser dadas à família.
- Agora, vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas.
- A alternativa B afirma que o tratamento cirúrgico deveria ter sido realizado antes dos seis meses de idade. Isso está incorreto, pois a correção costuma ser indicada após os seis meses, visando a conclusão até os doze a dezoito meses.
- A alternativa C sugere que o testículo criptorquídico deve ser removido cirurgicamente assim que o diagnóstico for estabelecido. Essa não é a conduta automática; a orquiectomia, que é a remoção, não é a primeira opção para todo testículo não descido em crianças.
- A alternativa D propõe um tratamento conservador, pois a maioria dos casos se resolveria espontaneamente após os dezoito meses de idade. Isso também está incorreto. Após os seis meses, a descida espontânea é muito menos provável, e esperar indefinidamente não é o adequado.
- Por fim, a alternativa A está correta. É fundamental informar à família que infertilidade e o risco de malignidade são complicações possíveis nos testículos não descidos, e que esses riscos podem variar conforme a localização do testículo. Mesmo com a cirurgia, os riscos não são completamente eliminados, apenas reduzidos.
- Então, uma criança de um ano e seis meses com criptorquidia, pense sempre em informar sobre os riscos de infertilidade e malignidade, mesmo após a correção cirúrgica.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Undescended testesRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.