Em relação à paralisia cerebral espástica em crianças, é correto afirmar:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o enunciado. Ele nos pergunta sobre a paralisia cerebral espástica em crianças. Isso é importante porque estamos falando de uma condição neurológica específica que afeta o desenvolvimento motor.
- O termo 'em crianças' nos lembra que estamos no contexto pediátrico, onde o cérebro ainda está em desenvolvimento, o que é crucial para a definição da paralisia cerebral.
- A questão pede para identificarmos a afirmação correta sobre essa condição.
- Primeiro, é fundamental lembrar que a paralisia cerebral é caracterizada por alterações permanentes no movimento e na postura, causadas por uma lesão não progressiva no cérebro em desenvolvimento. Isso significa que a lesão cerebral em si não piora com o tempo.
- Além disso, os fatores de risco e as causas da paralisia cerebral são bastante diversos, o que nos ajuda a avaliar as alternativas que mencionam etiologias.
- Vamos analisar a alternativa A. Ela diz que a paralisia cerebral é 'tipicamente progressiva, com piora motora ao passar dos anos'. Isso está incorreto. Embora as manifestações musculoesqueléticas possam mudar ou se agravar com o crescimento da criança, a lesão encefálica subjacente não é progressiva, ou seja, ela não piora com o tempo.
- Agora, a alternativa C afirma que 'A espasticidade é um dos componentes da síndrome do neurônio motor inferior'. Essa afirmação também está incorreta. A espasticidade é, na verdade, um sinal clássico da síndrome do neurônio motor superior, e não do inferior.
- A alternativa D diz que a paralisia cerebral espástica 'É o tipo mais raro de paralisia cerebral'. Isso não é verdade. A forma espástica é, de longe, o tipo mais comum de paralisia cerebral, representando a maioria dos casos.
- Olhando a alternativa E, ela afirma que a paralisia cerebral espástica 'É secundária a lesões nos núcleos da base'. Essa também está incorreta. Lesões nos núcleos da base estão mais frequentemente associadas às formas discinéticas da paralisia cerebral, que se manifestam com movimentos involuntários, e não à forma espástica.
- Por fim, a alternativa B diz que 'Entre os fatores de risco, encontram-se a injúria hipóxico-isquêmica e as malformações do encéfalo'. Essa afirmação está correta. Tanto a injúria hipóxico-isquêmica, que é a falta de oxigênio e fluxo sanguíneo para o cérebro, quanto as malformações do encéfalo são fatores de risco bem estabelecidos e reconhecidos para o desenvolvimento da paralisia cerebral.
- Então, criança com diagnóstico de paralisia cerebral, lembre-se que a lesão cerebral é não progressiva, mas os fatores de risco são amplos e incluem injúria hipóxico-isquêmica e malformações.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Cerebral palsy — causas, diagnóstico e tratamentoCDC, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.