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Pediatrando

Um lactente do sexo masculino, com 3 meses de vida, é levado à UBS para uma consulta de rotina. A mãe relata que o bebê chora muito e é difícil de acalmar, reconhece a voz dos pais e sorri socialmente. O parto foi por cesariana de urgência com 39 semanas devido a sofrimento fetal agudo, requerendo reanimação por alguns minutos. O peso ao nascimento foi de 3500 g, com comprimento de 49 cm e perímetro cefálico de 35 cm. Ele permaneceu internado na UTI por 3 dias para observação e recebeu alta após 10 dias com seio materno a livre demanda. No exame físico atual, foi detectada hipotonia cervical, preferência de posicionamento de flexão dos membros superiores com mãos fechadas e extensão persistente dos membros inferiores. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual exame deve ser priorizado?

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Resposta: B

  1. A) Painel genético para doenças do neurodesenvolvimento.

    Painel genético entra quando não há evento perinatal que explique o quadro, quando a ressonância é normal ou quando há dismorfias, regressão ou história familiar. Com asfixia documentada e reanimação, a primeira investigação é a neuroimagem.

  2. B) Ressonância nuclear magnética de crânio com sedação.

    A ressonância de crânio mostra o padrão de lesão hipóxico-isquêmica (núcleos da base e tálamos, substância branca, córtex), confirma o risco de paralisia cerebral e orienta prognóstico e reabilitação precoce. No lactente, costuma exigir sedação ou sono após a mamada.

  3. C) Eletroneuromiografia com estimulação repetitiva.

    Eletroneuromiografia com estimulação repetitiva investiga doença da junção neuromuscular, como miastenia e botulismo, que causa hipotonia com fraqueza e ptose, sem os sinais piramidais do caso (mãos fechadas, extensão persistente das pernas).

  4. D) Eletroencefalograma em sono e vigília com fotoestimulação.

    Eletroencefalograma é indicado se houver crises epilépticas ou suspeita de espasmos, o que o caso não descreve. Não define a lesão estrutural que explica o tônus anormal.

Resumo para lembrar

Lactente com asfixia perinatal que aos 3 meses tem hipotonia cervical, mãos fechadas e extensão persistente dos membros inferiores tem alto risco de paralisia cerebral espástica. O diagnóstico precoce, antes dos 5 meses, combina ressonância de crânio (sensibilidade de 86% a 89%), exame neurológico padronizado (HINE) e avaliação dos movimentos gerais, e permite intervenção precoce.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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