Escolar, feminino, sete anos de idade, previamente saudável, apresenta cefaleia recorrente há dois meses, acompanhada de náuseas matinais e episódios de vômitos em jato nas últimas semanas. A mãe relata piora no equilíbrio da criança, com dificuldade para andar e quedas frequentes. Exame físico: ataxia e nistagmo horizontal. PA: normal e não hå sinais de infecção. Com base no caso descrito, a conduta inicial mais adequada é solicitar
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. Temos uma criança de sete anos, e a idade é sempre um dado importante na pediatria.
- Ela apresenta uma queixa de cefaleia que já dura dois meses, o que nos faz pensar em algo crônico e progressivo.
- As náuseas matinais são um sinal de alarme clássico, especialmente quando associadas a outros sintomas neurológicos.
- E essa piora com vômitos em jato nas últimas semanas é outro sinal de alerta importante, indicando aumento da pressão intracraniana.
- A mãe nota uma piora no equilíbrio, o que já nos direciona para uma possível disfunção cerebelar ou de tronco encefálico.
- O exame físico confirma essa suspeita com a presença de ataxia e nistagmo, que são achados típicos de lesões na fossa posterior.
- O fato de a pressão arterial ser normal e não haver sinais de infecção nos ajuda a descartar algumas causas agudas ou sistêmicas.
- Com todos esses sinais de alarme, como cefaleia progressiva, vômitos matinais e ataxia, devemos pensar em uma lesão intracraniana.
- A piora do equilíbrio, a ataxia e o nistagmo apontam especificamente para uma lesão na fossa posterior do crânio.
- Diante da suspeita de uma lesão expansiva intracraniana, a avaliação precisa ser urgente para um diagnóstico preciso.
- A arteriografia cerebral contrastada não é o exame inicial para investigar uma massa na fossa posterior, pois ela foca mais nos vasos sanguíneos.
- A tomografia computadorizada de coluna cervical não é a região que melhor explica os sinais neurológicos que a paciente apresenta, que são claramente cerebrais.
- A angiotomografia cerebral, assim como a arteriografia, é um estudo vascular e não a prioridade diagnóstica para investigar uma massa, que é o que os sintomas sugerem.
- A ressonância magnética de crânio com contraste é a conduta inicial mais adequada, pois ela oferece o melhor detalhamento anatômico para investigar o encéfalo e, principalmente, a fossa posterior, onde suspeitamos da lesão.
- Uma criança com cefaleia progressiva, vômitos matinais e ataxia deve sempre nos fazer pensar em uma lesão de fossa posterior, e a investigação deve ser urgente.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Epidemiologia e diagnóstico precoce do câncer infantojuvenilSBP, 2021 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.