Escolar, seis anos de idade, masculino, é atendido com queixa de febre de 39°C, cerca de três picos febris ao dia, associado a prostração e odinofagia. Vacinas em dia conforme PNI. Mäe informa que alguns colegas da escola apresentam sintomas. semelhantes. Exame físico: algo prostrado, hidratado, febril (tax 38,3°C). Orofaringe: placas exsudativas em amigdalas. Rinoscopia: normal. Sons pulmonares fisiológicos, FR = 30 irpm, Sat O2 = 97%. A conduta inicial indicada é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. Temos um paciente escolar, o que já nos dá uma faixa etária importante para pensar em algumas doenças.
- Ele apresenta febre alta, com picos ao longo do dia, um sintoma bem característico de processos infecciosos.
- A prostração e a odinofagia, que é a dor ao engolir, são queixas comuns em infecções de orofaringe.
- A informação de que colegas na escola têm sintomas parecidos sugere uma etiologia infecciosa e contagiosa, o que é bem comum em ambiente escolar.
- No exame físico, a presença de placas exsudativas nas amígdalas é um achado crucial, pois levanta uma forte suspeita de infecção bacteriana, especialmente estreptocócica.
- Outros achados, como a rinoscopia normal e os sons pulmonares fisiológicos, nos ajudam a focar na orofaringe como o principal sítio da infecção, descartando rinite ou pneumonia como causa primária.
- Juntando a idade escolar, a febre, a odinofagia, a prostração e, principalmente, as placas exsudativas, temos um quadro clínico muito sugestivo de faringite estreptocócica.
- Embora o exsudato amigdaliano isolado não confirme 100 por cento a infecção estreptocócica, o quadro geral, especialmente em um contexto de surto escolar, nos leva a considerar fortemente essa hipótese para a conduta inicial.
- A faringite estreptocócica, quando indicada para tratamento antibiótico, deve ser tratada com um antibiótico de espectro estreito para evitar resistência e efeitos adversos desnecessários.
- A alternativa B sugere cefuroxima. Este é um antibiótico de espectro mais amplo que a amoxicilina e não oferece vantagem de rotina para o tratamento da faringite estreptocócica, não sendo a primeira escolha.
- A alternativa C propõe amoxicilina com clavulanato por cinco dias. O clavulanato é desnecessário para o tratamento da faringite estreptocócica, que é causada por bactérias sensíveis à amoxicilina simples. Além disso, o tempo de tratamento de cinco dias não é o esquema completo recomendado.
- A alternativa D sugere penicilina cristalina por via endovenosa por cinco dias. A via endovenosa não é a escolha habitual para o tratamento ambulatorial da faringite estreptocócica, que pode ser tratada eficazmente por via oral. O tempo de cinco dias também é insuficiente.
- A alternativa A, amoxicilina por via oral por 10 dias, é o tratamento de primeira linha para a faringite estreptocócica. A amoxicilina é um antibiótico de espectro estreito eficaz contra o Streptococcus pyogenes, e o esquema de 10 dias é o recomendado para erradicar a bactéria e prevenir complicações.
- Então, uma criança de seis anos, com febre, odinofagia e placas exsudativas, especialmente em um contexto de surto, deve nos fazer pensar em faringite estreptocócica e na necessidade de tratamento com amoxicilina por dez dias.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Clinical guidance for group A streptococcal pharyngitisCDC, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.