Uma mãe leva seu bebê de três meses de vida ao pediatra, devido a episódios recorrentes de fezes com muco e estrias de sangue há três semanas. Alimentação: seio materno exclusivo. Exame físico: bom ganho ponderal, leve dermatite facial. Qual é a conduta indicada?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Olha só, temos um bebê bem novinho, com apenas três meses de vida, o que já nos direciona para algumas condições específicas dessa faixa etária.
- O principal sintoma que a mãe relata são episódios recorrentes de fezes com muco e estrias de sangue, o que é um sinal clássico de inflamação intestinal, a proctocolite.
- Essa queixa já dura há três semanas, então não é algo agudo, mas sim um quadro persistente, que merece investigação.
- É muito importante notar que o bebê está em aleitamento materno exclusivo, o que nos faz pensar na possibilidade de algo que a mãe esteja ingerindo e passando para o leite.
- Apesar dos sintomas intestinais, o bebê está com bom ganho ponderal, o que nos tranquiliza um pouco, pois indica que a condição não está comprometendo gravemente seu desenvolvimento nutricional.
- A presença de uma leve dermatite facial pode ser um achado adicional que sugere um componente alérgico, comum em bebês com proctocolite alérgica.
- Juntando o bebê de três meses em aleitamento materno exclusivo com fezes com muco e sangue, a principal hipótese diagnóstica é a proctocolite alérgica induzida por proteínas do leite de vaca.
- O bom ganho ponderal é um dado crucial, pois nos diz que, embora haja um problema, ele não é grave a ponto de justificar medidas drásticas como a suspensão do aleitamento materno.
- A dermatite facial, mesmo que leve, reforça a ideia de que o bebê pode ter uma predisposição atópica, o que é consistente com a proctocolite alérgica.
- Portanto, o quadro clínico completo, com a idade, os sintomas intestinais, o aleitamento exclusivo e o bom desenvolvimento, nos leva a pensar em proctocolite alérgica, provavelmente por APLV.
- A alternativa A sugere suspender o aleitamento materno, mas o resumo e o comentário nos dizem claramente que não é necessário suspender a amamentação, especialmente quando o bebê está ganhando peso bem.
- A alternativa C propõe solicitar exames laboratoriais, mas para essa forma de alergia alimentar não IgE mediada, não existe um exame laboratorial isolado que confirme o diagnóstico, que é essencialmente clínico.
- Já a alternativa D sugere prescrever probióticos, mas o comentário nos alerta que probióticos não substituem a investigação e o manejo adequado da proctocolite alérgica.
- A alternativa B é a conduta mais indicada. Manter o aleitamento materno exclusivo é fundamental, e a mãe deve iniciar uma dieta de exclusão de leite de vaca e derivados, pois as proteínas podem estar passando para o leite materno e causando os sintomas no bebê. Essa é a abordagem inicial esperada para a proctocolite alérgica em bebês amamentados.
- Então, lembre-se: uma criança de três meses, com fezes com muco e sangue, bom ganho ponderal e em aleitamento materno exclusivo, pense sempre em proctocolite alérgica induzida por proteínas do leite de vaca.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 2
- Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar — parte 1SBP/ASBAI, 2018 · conferida em 22/09/2026
- Atualização em alergia alimentar 2025SBP/ASBAI, 2025 · acesso restrito · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.