- A) Jejum oral com hidratação venosa de manutenção, antibioticoterapia e analgesia.
Jejum, antibiótico e analgesia tratam a ECN estabelecida (Bell II), mas a radiografia sugere pneumoperitônio, que é indicação cirúrgica. Mesmo na pneumatose, a cirurgia pediátrica deve acompanhar o caso desde o início, porque a perfuração pode surgir em horas.
- B) Jejum oral com hidratação venosa de manutenção e radiografia abdominal seriada.
Jejum e radiografias seriadas sem antibiótico servem, no máximo, à suspeita leve (Bell I), e mesmo nela a maioria dos serviços inicia antibiótico após as culturas. Com sinais radiológicos de gravidade, omitir antibiótico e avaliação cirúrgica atrasa o tratamento.
- C) Jejum oral com hidratação venosa de manutenção, antibioticoterapia, analgesia e avaliação cirúrgica.
É a conduta da ECN com sinais de gravidade: jejum, descompressão gástrica, hidratação ou nutrição parenteral, antibiótico de amplo espectro após culturas, analgesia e avaliação cirúrgica. O pneumoperitônio (Bell IIIB) indica laparotomia ou drenagem peritoneal, e radiografias seriadas acompanham a evolução.
- D) Reduzir volume da dieta enteral e passar em bomba de infusão lentamente.
Reduzir o volume e passar a dieta contínua é manejo de intolerância alimentar leve, sem distensão progressiva nem alteração radiológica. Diante de suspeita de ECN, manter qualquer volume de dieta enteral agrava a lesão intestinal.
Resumo para lembrar
Prematuro em dieta plena que passa a ter vômitos e distensão abdominal é enterocolite necrosante até prova em contrário. A radiografia mostra abdome muito distendido e grande coleção de ar no andar superior, sem a sombra hepática habitual, sugestiva de pneumoperitônio: jejum, sonda gástrica aberta, hidratação, antibiótico de amplo espectro, analgesia e avaliação cirúrgica imediata.